Membros do PCC acusados de monitorar Gakiya são presos
Segundo o Ministério Público, informações sobre rotinas, trajetos e familiares do promotor eram repassadas à “Sintonia Restrita” da facção
Dois homens apontados pelo Ministério Público de São Paulo como integrantes do PCC foram presos após serem denunciados por monitorar e planejar possíveis atentados contra o promotor Lincoln Gakiya (foto), do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), e Roberto Medina, coordenador da Croeste (Coordenadoria das Unidades Prisionais da Região Oeste).
Victor Hugo da Silva, conhecido como VH ou Falcão, e Adilson Audinir Oliveira Junior, o Ju Machado, tiveram as prisões preventivas decretadas pela Justiça nesta sexta-feira, 14, diz o Uol.
Os dois haviam sido denunciados em julho, junto com Wellison Rodrigo Bispo e Almeida, o Corinthinha ou Maurício, e Sérgio Garcia da Silva, o Messi. Os dois últimos já estavam presos.
Segundo o MP-SP, as ordens para monitorar as autoridades teriam partido de lideranças da facção dentro do sistema prisional.
Monitoramento de autoridades
A denúncia aponta que o grupo levantava informações sobre endereços, rotinas, trajetos e familiares de Gakiya e Medina.
Os dados, incluindo fotografias e vídeos, seriam enviados à chamada “Sintonia Restrita”, setor do PCC responsável, segundo o Ministério Público, por ações estratégicas da organização.
VH é acusado de monitorar Medina. Corinthinha teria recebido as informações levantadas por VH e atuado como intermediário com o setor responsável pelo planejamento das ações.
Dados sobre Gakiya
Já Messi é acusado de levantar informações sobre Gakiya.
No celular dele, segundo o MP-SP, foram encontrados mapas, localizações, fotografias e outros dados relacionados a locais de trabalho e frequentados por familiares do promotor.
Ele também teria negociado armas, incluindo fuzis.
Ju Machado, apontado como interlocutor de Messi, teve munições encontradas em sua casa.
O Ministério Público afirma ainda que mensagens em seu celular mencionavam a necessidade de apagar conversas e provas relacionadas à coleta de informações sobre as autoridades.
Leia também: Por que Gakiya recusou o convite de Caiado
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Comentários (2)
Graças a Deus, nossa maior proteção, este funcionário público (cumpridor das Leis e honesto) ainda está vivo!
Annie
15.08.2026 13:11Isso se dá porque justiça desse país protege bandidos e quando encontra pessoas corajosas contra o crime querem ma