Ministro do STJ acusado de assédio contrata advogada que defendeu Neymar
Processo administrativo apura denúncias de assédio e importunação sexual; Marco Buzzi atribui acusações a um "conluio"
O ministro afastado do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi (foto) reforçou sua equipe de defesa antes do julgamento administrativo que pode resultar em sua aposentadoria compulsória em razão das acusações de assédio e importunação sexual.
Nesta sexta-feira, 24, a advogada criminalista Maíra Fernandes passou a integrar a defesa do magistrado ao lado dos advogados Paulo Catta Preta e Maria Fernanda Saad Ávila, diz O Globo.
Conhecida por defender os direitos das mulheres, Maíra Fernandes ganhou projeção nacional em 2019 ao atuar na defesa do jogador Neymar em um caso de acusação de estupro posteriormente arquivado.
Afastado do cargo desde fevereiro, Buzzi responde a processo administrativo com base em denúncias de duas mulheres: uma jovem de 18 anos, que o acusa de tentativa de agressão sexual durante férias em Balneário Camboriú (SC), e uma ex-servidora do gabinete, que relatou episódios de assédio e importunação sexual entre 2023 e 2025.
A Procuradoria-Geral da República defende a aplicação da aposentadoria compulsória.
Buzzi nega as acusações, afirma ser alvo de um “conluio” e diz que as denúncias foram motivadas por represália a decisões judiciais.
Leia também: Ministro do STJ chama acusações de assédio de “fofoca de gabinete”
Venda de sentenças
Como mostramos, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a Polícia Federal a investigar Marco Buzzi no inquérito sobre a venda de sentenças.
Além de Buzzi, a PF foi autorizada a investigar o ministro Paulo Dias de Moura Ribeiro, do STJ, no inquérito que apura suspeitas de venda de sentenças.
A investigação tramita no Supremo por causa do foro privilegiado dos magistrados.
A PF identificou a existência de três núcleos no esquema de venda de sentenças elaborado por assessores de ministros do Superior Tribunal de Justiça, registrou O Globo, citando um relatório parcial anexado aos autos do inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal, sob a relatoria do ministro Cristiano Zanin.
O primeiro núcleo seria o dos agentes públicos vinculados a gabinetes de ministros do STJ.
O segundo núcleo era o dos advogados e lobistas, como Andreson de Oliveira Gonçalves, pivô das investigações.
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Comentários (2)
Indicação de Dilma...
Annie
25.07.2026 10:43Se for condenado vai se aposentar em uma boa tudo bem Brasil .