Moraes revoga últimas cautelares impostas a Marcos do Val
Senador recupera passaportes após manifestação da PGR sobre fim das investigações
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, revogou as últimas medidas cautelares impostas ao senador Marcos do Val (Podemos-ES), incluindo a retenção dos passaportes e a proibição de deixar o país.
A decisão foi tomada após parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que avaliou não haver mais necessidade das restrições.
Do Val é investigado por suspeita de obstrução de investigação criminosa e participação em ações de ataques e vazamento de informações relacionadas ao delegado da Polícia Federal Fabio Shor. O despacho de Moraes permanece sob sigilo.
Segundo a PGR, as cautelares perderam a justificativa após o encerramento das investigações.
A Polícia Federal concluiu o inquérito em agosto de 2025 e indiciou o senador, além dos blogueiros Allan dos Santos, Oswaldo Eustáquio e Ednardo Raposo.
Medidas revogadas
As restrições haviam sido impostas depois que o parlamentar viajou aos Estados Unidos em julho de 2025, apesar de determinações judiciais que limitavam sua saída do país.
Na ocasião, Moraes determinou o uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno e bloqueio de bens, salários e contas em redes sociais.
Parte dessas medidas já havia sido suspensa após o retorno de Do Val ao Brasil e sua licença temporária do mandato por motivos de saúde.
Em nota, os advogados Iggor Dantas e Fernando Storto afirmaram que a revogação das medidas demonstra a inexistência de risco de fuga e reforça a expectativa da defesa pelo arquivamento da investigação.
O próprio senador comemorou a decisão nas redes sociais.
Segundo ele, o STF reconheceu que não havia risco à aplicação da lei penal e que nunca houve tentativa de evasão ou descumprimento de determinações judiciais.
“Foi reconhecido que não existe qualquer risco à aplicação da lei penal e que jamais houve tentativa de evasão ou descumprimento de decisões judiciais. Foram anos de luta, restrições e ataques. Mesmo assim, mantive minha confiança na Justiça, na Constituição e na verdade”, disse.
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Comentários (1)
Fabio
30.05.2026 12:45Como pode existir tanto retardado pra votar num mitômano vagabundo desses?