MST faz ato em frente a consulado dos EUA pela “libertação imediata” de Maduro
Ditador venezuelano foi capturado pelos Estados Unidos no fim de semana durante operação na Venezuela e foi levado a Nova York
O Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) e outras entidades de esquerda realizaram, nesta segunda-feira, 5, em frente ao consulado dos Estados Unidos em São Paulo, um protesto contra a operação dos Estados Unidos que capturou o ditador Nicolás Maduro.
Em fotos do ato publicadas pelo MST no Instagram, é possível ver que o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) também participou. Manifestantes seguravam cartazes com a escrita “Fora Trump da Venezuela”, em referência ao presidente americano, Donald Trump.
“Em frente ao consulado dos Estados Unidos, em São Paulo, o MST e mais de uma dezena de movimentos sociais se somam para denunciar a agressão ao povo venezuelano e à sua soberania. Reafirmamos nossa solidariedade internacionalista, exigimos a libertação imediata do presidente Nicolás Maduro e o fim das agressões imperialistas na América Latina“, escreveu o movimento na publicação.
Nesta segunda-feira, o ditador venezuelano afirmou ser “um prisioneiro de guerra” dos EUA. A afirmação foi feita no momento em que saía da audiência de custódia no Tribunal do Distrito Sul de Nova York.
Maduro se declarou inocente das quatro acusações criminais, incluindo narcoterrorismo. “Sou inocente. Não sou culpado. Sou um homem decente”, disse ele ao juiz Alvin Hellerstein.
Na audiência, o advogado Barry J. Pollack afirmou que seu cliente “é chefe de um Estado soberano e tem direito ao privilégio” que o status lhe assegura. Cilia Flores, a esposa de Maduro, também se declarou inocente das acusações. “Não culpada. Completamente inocente”, afirmou.
Por outro lado, durante discurso no Conselho de Segurança da ONU nesta segunda, o embaixador da Argentina nas Nações Unidas, Francisco Fabián Tropepi, defendeu a ação militar americana na Venezuela.
Segundo o representante argentino, o “regime ilegítimo” de Nicolás Maduro representa uma “ameaça para toda a região”.
“Valorizamos a decisão do Presidente dos Estados Unidos. A Argentina acredita que esses eventos representam um progresso na luta contra o narcoterrorismo e inauguram uma nova era de democracia e respeito aos direitos humanos“, disse.
Lula conversou com presidente interina
O presidente Lula (PT) conversou na manhã de sábado, 3, por telefone, com a agora presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, após a operação dos Estados Unidos que prendeu Maduro. Segundo o Planalto, Lula procurou Delcy para saber se procediam as informações divulgadas pelo presidente americano, Donald Trump, de que Maduro havia sido capturado e retirado do território venezuelano.
Após a ligação, o petista divulgou no sábado a nota em que condenou a operação dos EUA. No texto, sem citar diretamente o nome de Maduro, Lula afirmou que “os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável”.
Em suas palavras ainda, “esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional. Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”.
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Comentários (3)
Edilson
05.01.2026 22:12O MST tinha uma relação estreita com o governo do Maduro (aliás já podre) então deveriam estar lá, na Venezuela, pegando em armas (facões) para combater o IMPERIALISMO e resgatar o "podre". kkkkkkkkkkkkkk
Marian
05.01.2026 19:31Não foram para Caracas? Hahaha
Annie
05.01.2026 18:22O choro é livre