“O lance do Flávio é ficar rico e comprar imóveis”, diz Renan
Pré-candidato afirmou que o partido Novo é uma "legenda de centro"
O pré-candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) afirmou nesta quinta-feira, 9, que o senador Flávio Bolsonaro (PL) “nunca quis ser presidente”, mas “ficar rico e comprar imóveis”.
Em entrevista ao “MyNews”, Renan disse que o “lance do Flávio é ficar rico e comprar imóveis”.
O presidenciável também criticou o partido Novo, classificando a sigla como “uma legenda de centro”.
“Qual é a visão de mundo do Novo sobre educação? Qual é o projeto de país que o Novo apresenta para o Brasil? Muitas vezes, a impressão é que o partido atua apenas como um aliado do bolsonarismo. Esse é o problema do Novo. Eles até surgiram com a proposta de ser uma alternativa, mas acabaram se aproximando desse campo político”, pontuou.
Kim confia em desgaste do bolsonarismo
Em meio à crise envolvendo Michelle Bolsonaro, Flávio Bolsonaro e o comando do PL, o deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP) afirmou a O Antagonista que o cenário pode favorecer o pré-candidato à Presidência Renan Santos, um dos fundadores do MBL.
Questionado pela reportagem se o desgaste na família Bolsonaro tende a beneficiar Renan na disputa de 2026, Kim respondeu que sim e fez duras críticas ao senador Flávio Bolsonaro.
“É claro. O sujeito não sabe administrar a própria família, imagina administrar o Congresso Nacional. Ele já não tem aliado político, já não tem amigo, agora não tem a própria família.”
Segundo o parlamentar, o cenário de desgaste da família Bolsonaro coincide com o crescimento de Renan Santos nas pesquisas de intenção de voto.
“Ele está crescendo nas pesquisas também. Amanhã sai Atlas e acho que, sem dúvida nenhuma, mais uma vez ele cresce, cresce bem. E acho que depois, quando começar a eleição, quando passar a Copa, principalmente, e as pessoas voltarem a atenção para a política, ele vai crescer ainda mais.”
As declarações foram dadas após uma sequência de desdobramentos da crise no PL.
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Comentários (4)
Fabio
10.07.2026 07:45Mas o capital político do Bolsonaro não é algo que possa ser transferido automaticamente para os filhos. Não existe uma herança política garantida. Lembro que mesmo quando o Bolsonaro ainda estava livre e politicamente ativo, oportunistas, como o Pablo Marçal, já demonstraram recentemente como é contornar os interesses diretos da família Bolsonaro e mobilizar parte do eleitorado dele em benefício próprio, sem qualquer "autorização". A estratégia em não abrir espaço para outras lideranças, como foi o caso por não apoiar uma candidatura do Tarcísio, mesmo diante do risco certo de favorecer uma nova vitória do PT, pode acabar sendo um tiro pela culatra. A impressão é que houve uma aposta de que, mesmo perdendo a eleição, a família continuaria controlando o movimento... Bem, enquanto isso, o bolsonarismo atravessa uma guerra civil que já acontece às claras. Figuras como Nicolas Ferreira e Michelle Bolsonaro disputam esse espaço político sem muito constrangimento, deixando evidente que querem para si esse capital político, sem intenção alguma de preservar o protagonismo dos filhos de Bolsonaro.
Fabio
10.07.2026 07:22Acredito que desde o episódio que se cagou nas calças, o Flávio tenha se preparado melhor, mas ainda assim é muito fraco, e não tem carisma ou oratória alguma. Ele de fato é o candidato dos sonhos do Lula... O Flávio é candidato somente porque o seu irmão bananinha precisou fugir para América, ele é o plano B, sendo que desde o inicio, ele não esperava vencer as eleições, pois a intenção era somente manter o protagonismo com a família, pois não queriam entregar o capital político da família pro Tarcísio.
Fabio
10.07.2026 07:20E tanto, que o Flavio nunca quis ser candidato, sempre preferiu ficar no legislativo com seus esquemas, onde é mais fácil roubar sem chamar a atenção. Quando ele tentou a prefeitura do Rio, foi atendendo diretamente o desejo do seu pai, por isso a performance vexaminosa, quando desmaiou e se cagou ao vivo durante um debate.
Fabio
10.07.2026 07:18Bastante correta a análise do Renan. De fato, o Flávio sempre foi o cara dos "negócios" da família Bolsonaro. Ele herdou os esquemas do pai, mas não ficou só nisso, fazia negócios com milicianos, por isso a quantidade absurda de imóveis em área de milícias, e também com outras facções.