Operação da PF mira pessoas ligadas a Sóstenes Cavalcante
O líder do PL na Câmara, que já foi investigado em uma etapa anterior da operação, não está entre os alvos da Polícia Federal nesta quarta-feira, 1º
A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira, 1º, a terceira fase da Operação Rent a Car, denominada Operação Galho Fraco II, para aprofundar as investigações sobre um esquema de desvio de recursos públicos vindos de cotas parlamentares.
A ação policial mira pessoas ligadas ao líder do PL na Câmara, deputado federal Sóstenes Cavalcante (RJ, foto).
O deputado, que já foi investigado em uma etapa anterior da operação, não está entre os alvos desta quarta.
A PF cumpre medidas judiciais, autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal, no Distrito Federal, em Goiás e em Minas Gerais, para coleta e preservação de elementos de prova.
“As investigações apontam indícios de possível esquema envolvendo agentes públicos, particulares e pessoas jurídicas supostamente utilizadas para dar aparência de legalidade à movimentação de recursos públicos. Há também indícios de possíveis tentativas de ocultação ou alteração de provas, o que pode caracterizar fraude processual”, afirmou a PF em comunicado.
“Nas fases anteriores, foram identificadas supostas irregularidades na contratação de empresa de locação de veículos com recursos da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP). A atual fase aprofunda as apurações sobre a movimentação e a destinação desses recursos”, acrescentou.
Sóstenes e a Operação Galho Fraco
Os deputados Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy, ambos do PL do Rio de Janeiro, foram alvos de mandados de busca e apreensão em 19 de dezembro de 2025, durante a Operação Galho Fraco.
Os dois parlamentares foram acusados de usar contratos fraudulentos de locação de veículos para desviar recursos públicos. A suspeita é que ambos tenham cometido crimes como lavagem de dinheiro, peculato e integrar organização criminosa.
Em um endereço ligado a Sóstenes, a PF apreendeu 400 mil reais em dinheiro vivo.
Na época, Sóstenes alegou se tratar de um dinheiro “lícito”, fruto da venda de um imóvel.
O líder do PL disse que não depositou a quantia por “lapso”.
“Eu recebi recentemente o dinheiro e, com essa correria de trabalho, etc., eu acabei não fazendo depósito, mas faria, inclusive parte dele, eu pensando em fazer outros negócios e tudo, acabei não fazendo depósito, foi simplesmente o lapso”, afirmou.
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Comentários (3)
Mariad
01.07.2026 14:14Sóstenes é a bola da vez. Só ele está cometendo crimes? dos outros partidos são todos corretos?
Annie
01.07.2026 11:08PL= PT O Brasil está lascado .
Clayton de Souza Pontes
01.07.2026 09:50Esses esquemas com a locação de veículos são tradicionais para o desvio de dinheiro público