Os bastidores da filiação de Moro ao PL de Jair Bolsonaro
Migração de sigla foi articulada por Rogério Marinho, que foi colega do ex-juiz na administração bolsonarista
Anunciado nesta quarta-feira, o processo de migração do ex-juiz Sergio Moro do União Brasil para o PL, de Jair Bolsonaro, foi algo articulado, principalmente, pelo coordenador da campanha de Flávio, o senador Rogério Marinho (PL-RN).
Na última semana de fevereiro, mais precisamente na segunda-feira, 23, Marinho conversou com Moro sobre o cenário paranaense e, naquele momento, o ex-ministro do governo Bolsonaro ofereceu a sigla ao ex-juiz da Lava Jato. Na conversa, Marinho disse a Moro que ele teria não somente palanque, como estrutura partidária (fundo partidário e tempo de TV).
Tanto Flávio quando Jair deram aval a Marinho para essa articulação. Flávio, inclusive, foi um dos maiores entusiastas da estratégia. Na visão do PL, as chances de vitória de Moro são relevantes e eles acreditam que, pela primeira vez, podem eleger três governadores da região Sul: Luciano Zucco, no Rio Grande do Sul; Jorginho Mello, em Santa Catarina, e Moro, obviamente.
Na prática, Moro aproveitou uma janela de oportunidade. Desde o final do ano passado, o ex-juiz vinha sendo escanteado pelo União Brasil e pelo PP. Os dois partidos seguirão unidos em vários estados brasileiros na campanha eleitoral deste ano. Mas, dentro do União, tanto o presidente Antonio Rueda quanto o primeiro vice-presidente da sigla, ACM Neto, haviam dito a Moro que poderiam garantir a legenda, mas sem qualquer estrutura partidária para a campanha ao governo do Estado.
Além disso, Moro também enfrentou a resistência de Ricardo Barros, ex-líder do governo Jair Bolsonaro na Câmara. Barros vem atuando junto ao União e ao PP para que os dois partidos lancem a sua esposa, Cida Borghetti.
O Antagonista apurou que uma ala do Novo, do ex-deputado e pré-candidato ao Senado Deltan Dallagnol, defendeu a filiação do ex-juiz. Assim, o partido poderia lançar uma chapa pura tento Moro na disputa pelo governo do Estado e Deltan no Senado.
Mas como aconteceu no PP, uma ala do Novo também resistiu à entrada de Moro. O vice-prefeito de Curitiba, Paulo Martins, pré-candidato ao governo pela sigla barrou a entrada do ex-juiz na sigla.
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Comentários (2)
Não dá pra esquecer os nomes dos políticos do União Brasil e do Novo q atuaram para boicotar a candidatura do Senador ao Governo do Paraná!!!
Com certeza essa filiação dá como certa a eleição do Moro ao governo do Paraná. Só espero que ele não decepcione seus eleitores, que não esqueceram que Bozo foi quem acabou com a Lava-Jato.