Os encontros entre Toffoli e Daniel Vorcaro, segundo a PF
Segundo a PF, esses encontros ocorreram entre 2023 e 2024. Também nesse período, Toffoli chamou Vorcaro para a sua festa de aniversário
O relatório enviado pela Polícia Federal (PF) ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, sobre o envolvimento do ministro Dias Toffoli na crise envolvendo o Banco Master cita cerca de 10 encontros entre o magistrado e Daniel Vorcaro.
Segundo a PF, esses encontros ocorreram entre 2023 e 2024. Também nesse período, Toffoli chamou Vorcaro para a sua festa de aniversário. A informação foi publicada pelo Uol e confirmada por este portal.
Essas conversas, segundo o relatório da PF, ocorreram em Brasília, em jantares e festas. Vorcaro era conhecido realizar diversos eventos de aproximação com a alta cúpula do poder em Brasília. Não há no documento informações sobre quais assuntos foram tratados entre Vorcaro e o ministro do Supremo.
Durante a reunião da semana passada em que Toffoli foi emparedado pelos seus colegas de STF, o ministro alegou que não tinha relações próximas com o banqueiro.
Os encontros entre Toffoli e Vorcaro também coincidem com uma troca de mensagem entre o banqueiro e seu cunhado, Fabiano Zettel, em que é relatada uma pressão por pagamentos relacionados ao resort Tayayá, do qual Toffoli chegou a ser sócio por meio de uma empresa S.A. controlada por seus dois irmãos.
“Você não resolveu o aporte do fundo Tayayá? Estou em situação ruim”, escreveu Vorcaro em maio de 2024.
Zettel respondeu: “Te perguntei se poderia ser semana que vem e você disse que sim”.
Depois, Zettel apresentou a lista de repasses, que incluía R$ 15 milhões ao resort. Vorcaro ordenou: “Paga tudo hoje”.
Meses depois, em agosto de 2024, ele voltou a cobrar: “Aquele negócio do Tayayá não foi feito?”.
Zettel respondeu que já tinha transferido ao intermediário, mas o aporte final dependia dessa pessoa.
Os repasses para a S.A. de Toffoli
O fundo de investimentos utilizado pelo banqueiro Daniel Vorcar para adquirir parte da participação de Dias Toffoli no resort Tayayá movimentou R$ 35 milhões, segundo extratos obtidos pelo Estadão.
Os aportes coincidem com a formação da sociedade entre o fundo e a empresa ligada ao ministro.
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Comentários (1)
Marcos
19.02.2026 15:59E ISSO PORQUE ELE DISSE QUE NÃO ERA AMIGO DO VORCARO. IMAGINA SE FOSSE.