Pastores acusam Lula de promover guerra religiosa
Conselho diz que o presidente usou informação falsa; CNBB nega ter divulgado o boato, e Flávio Bolsonaro acusa o PT de amplificá-lo
O Conselho Interdenominacional dos Ministros Evangélicos do Brasil (Cimeb) divulgou nota nesta segunda-feira, 28, em que acusa o presidente Lula (PT) de usar uma notícia falsa contra um rival na eleição.
O texto trata do boato de que Flávio Bolsonaro (PL) pretenderia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. O documento, assinado por 14 pastores, saiu um dia depois de o petista comentar o caso em entrevista à TV Bandeirantes, sem mencionar o candidato pelo nome.
O posicionamento dos pastores
O Cimeb afirma reunir mais de 10 mil pastores de diversas denominações. Assinam a nota Silas Malafaia, Robson Rodovalho, Estevam Hernandes, Jebes de Alencar e Luiz Hermínio, entre outros.
Segundo a entidade, o episódio promove “uma guerra religiosa entre católicos e evangélicos”. A nota conclui: “Evangélicos e católicos vivem em paz. Não existe nenhuma iniciativa por parte de líderes evangélicos, junto a nenhuma candidatura, para promover o cancelamento de feriados ou cultos de qualquer religião”.
O que disse Lula
Na entrevista de domingo, 27, o presidente afirmou: “Esse negócio de mexer com Nossa Senhora Aparecida não é aceitável. Já teve gente da religião evangélica que um dia chutou Nossa Senhora Aparecida”.
Questionado em seguida, Lula acrescentou: “Não sei se foi fake news. O dado concreto é que isso está na rede social. Muito forte”.
Reação de Flávio e da CNBB
No domingo, Flávio Bolsonaro acusou integrantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) de ajudar a espalhar a informação falsa.
Horas depois, a entidade negou ter participado da produção ou da divulgação do conteúdo e cobrou “fatos e provas” para sustentar a acusação. A CNBB declarou: “A mentira não se combate com outra mentira”.
Nesta segunda, o candidato levantou uma imagem de Nossa Senhora Aparecida durante ato em São Paulo, ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do prefeito Ricardo Nunes (MDB).
Flávio disse que a nota da CNBB confirma tratar-se da “maior fake news dessa campanha”. Segundo ele, o conteúdo foi impulsionado pelo PT e compartilhado pela primeira-dama, Janja, pela ex-ministra Simone Tebet e por outros integrantes da esquerda.
O candidato afirmou ainda que a tentativa de desgastá-lo teve efeito contrário: “Todo mundo viu que eu sou uma pessoa que respeita as religiões todas”.
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Comentários (1)
“Não sei se é Fake News”… Lula não sabe nada que preste. Mas ele sabe como manter seu gado acreditando em qualquer atitude indigna que ele finge ser ‘luta’ pelos pobres e oprimidos.