Patrimônio de Zé Dirceu inclui casa de R$ 3 milhões
Total em bens declarado pelo pré-candidato a deputado federal pelo PT à Justiça Eleitoral no retorno às urnas é de R$ 4,12 milhões
O ex-presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) e pré-candidato a deputado federal por São Paulo José Dirceu (PT) declarou à Justiça Eleitoral neste ano um patrimônio de 4,12 milhões de reais. O montante inclui uma casa de 3,23 milhões de reais em Indianópolis, no distrito de Moema, na capital paulista.
Além disso, ele declarou:
- Duas casas no Condomínio Vale da Santa Fé, em Vinhedo (SP), sendo uma de 403,90 mil reais e outra de 110 mil reais;
- Um terreno no mesmo condomínio no valor de 70 mil reais;
- 110,46 mil reais em aplicação de renda fixa;
- 110,43 mil reais em outras aplicações e investimentos;
- 40 mil reais por participação societária na JD Assessoria e Consultoria LTDA.; 29,58 mil reais em poupança no Banco do Brasil;
- 20 mil reais por participação societária na José Dirceu Sociedade Individual de Advocacia;
- 300 reais por participação societária no escritório Podval Advogados Associados, escritório que já o defendeu no passado;
- 266 reais e 64 centavos em conta corrente no Banco do Brasil; e
- 224 reais e 11 centavos em poupança na Caixa Econômica Federal.
A declaração de bens é obrigatória para todos os candidatos. Este ano marca o retorno de José Dirceu às urnas. A última vez que concorreu foi em 2002, quando foi reeleito deputado federal por São Paulo.
O petista completou 80 anos em 2026. Em maio, foi diagnosticado com linfoma, tipo de câncer que afeta o sistema linfático – parte essencial do sistema imunológico. Ele foi deputado federal por São Paulo entre 1999 e 2005 e acabou cassado pela Câmara por envolvimento no esquema de compra de apoio político com recursos repassados ao PT – o escândalo do mensalão.
Condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 7 anos e 11 meses de prisão, cumpriu parte da pena em regime fechado e depois no domiciliar. Mais tarde, foi preso três vezes pela Operação Lava Jato, sendo condenado por Sergio Moro a 23 anos de prisão. Todas as ações foram anuladas posteriormente pelo Supremo.
No ano passado, o ex-ministro anunciou sua intenção de solicitar uma revisão do julgamento relacionado ao caso do mensalão. Ele afirmou que formalizará o pedido após as eleições de 2026.
A revisão de um julgamento já transitado em julgado, como é o caso do mensalão, pode ser solicitada quando um dos réus acredita que houve um erro judicial.
Essa solicitação implica uma nova análise de um caso previamente decidido, mas a probabilidade de sucesso é considerada baixa, exceto em situações onde se evidenciam injustiças notórias.
Com o objetivo de evitar que esse tema seja utilizado durante a campanha eleitoral, Dirceu indicou que fará o pedido de revisão da Ação Penal 470 apenas no final de 2026.
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Comentários (1)
Marian
06.08.2026 15:08Para alguns, é fácil fingir virtudes e sentimentos que não se tem, não é mesmo?