Pesquisa indica impacto eleitoral do caso Master para Wagner
Ex-líder do governo Lula aparece com menos intenções de voto na tentativa de se reeleger senador após ser alvo de operação
Levantamento do Instituto Paraná Pesquisas sobre a corrida eleitoral na Bahia indica que o senador Jaques Wagner (PT-BA, foto) foi afetado negativamente pelo envolvimento no escândalo do Banco Master em sua pretensão de se reeleger neste ano.
O ex-líder do governo Lula tem 36,7% da intenções de voto para o Senado quando considerados os dois votos que os eleitores poderão dar nesta eleição, para eleger dois senadores.
Em maio, antes de Wagner ser alvo da nona fase da Operação Compliance Zero, seu percentual de intenção de voto era de 40,6%. Foram ouvidos 1.500 eleitores de 27 a 30 de junho e a pesquisa tem margem de erro de 2,6 pontos percentuais — a variação do petista está dentro dessa margem.
Leia mais: Alcolumbre aciona Advocacia do Senado para defender prerrogativas de Wagner
Disputa
A corrida pelo Senado na Bahia segue sendo liderada pelo ex-ministro da Casa Civil Rui Costa (PT), que tem 50,6% das intenções de voto. O petista parece ser o maior beneficiado pelo desgaste de Wagner, pois aparecia com 48,8% na última pesquisa.
Ex-ministro de Jair Bolsonaro, João Roma (PL) aparece em terceiro lugar, com 23,2% das intenções de voto, numericamente à frente do senador Angelo Coronel (PSD-BA), que tem 22,4% e deve ficar de fora da chapa pura do PT apesar de ser aliado do governo Lula.
Marcelo Santtana (DC) tem 5,3% das intenções de votos, e Delliana Ribeiro (PSOL), 3,9%.
Rejeição
Wagner é o pré-candidato mais rejeitado entre os aspirantes ao Senado na Bahia, por 30,7%. Um mês atrás, esse número era de 26,2%.
A rejeição a Rui Costa oscilou negativamente: foi de 25% para 23,5%. Coronel é rejeitado por 22,3%, menos que os 23,4% de maio. Roma também teve leve melhora, de 21,3% para 20,7%.
Na disputa pelo governo, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União) segue liderando a corrida, com 49,2% dos votos, contra 37,5% do governador Jerônimo Teixeira (PT).
A diferença entre os dois, que era de 9,1 pontos percentuais no mês passado, cresceu para 11,7. A rejeição ao petista oscilou positivamente no período, de 37,1% para 38,5%. A de ACM foi de 24,4% para 26,9%. Os eleitores podem mencionar mais de um pré-candidato como resposta.
Leia mais: Tem Master para todo mundo
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (1)
Sobreviveu anos, intocável na Lava Jato contando sempre com a valiosa ajuda do STF...