PF monitorou André Mendonça diante de crise contra Moraes
Durante os últimos meses, foram produzidos relatórios sobre a atuação de Mendonça dentro do Supremo Tribunal Federal
Uma ala da Polícia Federal (PF) monitorou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça após os primeiros entreveros pós a publicação das primeiras informações sobre o contrato de 129 milhões de reais firmado entre Viviane Barci de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro e após os primeiros entreveros entre Mendonça e a cúpula do órgão.
A informação foi publicada pela CNN Brasil e confirmada por O Antagonista.
Durante os últimos meses, foram produzidos relatórios sobre a atuação de Mendonça dentro do Supremo Tribunal Federal. Entre eles, está o utilizado pelo ministro Alexandre de Moraes para pedir a abertura de investigação contra o colega.
Como mostramos, um dos pontos centrais desse relatório é a alegação de que Mendonça teria ultrapassado os limites da supervisão judicial e passado a exercer funções próprias da investigação policial. Para Moraes, Mendonça atuou para direcionar as investigações contra Davi Alcolumbre, por exemplo.
Segundo relatório da PF reproduzido por Moraes, o ministro teria determinado o acesso antecipado ao acervo bruto de extrações de aparelhos eletrônicos, antes da triagem e da análise pelas equipes da Polícia Federal.
O documento afirma que essa medida teria colocado o magistrado em posição de “exploração direta do acervo” e poderia comprometer a cadeia de custódia das provas. O relatório citado por Moraes sustenta ainda que o resultado prático das determinações teria sido a atuação do julgador como investigador.
A PF também teria identificado problemas na supervisão do trabalho dos analistas. De acordo com o relatório, a dispensa da revisão pelo delegado responsável faria com que conclusões produzidas pelos servidores chegassem aos autos sem o filtro da autoridade policial encarregada da investigação.
Integrantes da PF argumentam, porém, que o uso do documento é ‘problemático’. Para eles, a peça não tem assinatura e não tem valor probatório para embasar pedido de investigação ou abertura de inquérito.
Nesta sexta-feira, diante da crise, o presidente do STF, Edson Fachin, determinou o desmembramento da investigação do inquérito das fake news.
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Comentários (2)
Pedro Boer
04.09.2026 15:19No inquérito das fake-news a vitima, a testemunha, o investigador, o procurador, o relator e o julgador são a mesma pessoa? Tudo em defesa da democracia? rs
vitormarcati
04.09.2026 13:28A gestapo brasileira ta cada dia mais parecida com sua homônima alemã, parabéns aos envolvidos