PF pede investigação sobre suspeita de tráfico de mulheres em festas de Vorcaro
Mensagens apreendidas indicam que banqueiro promovia eventos com mulheres de vários países para se aproximar de autoridades
A Polícia Federal (PF) encaminhou ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, um pedido para investigar suspeitas de tráfico de mulheres para fins de exploração sexual no contexto de festas promovidas pelo banqueiro Daniel Vorcaro.
Mensagens obtidas pela PF indicam que o dono do Banco Master usava esses eventos para se aproximar de autoridades.
Caso o inquérito seja aberto, a corporação poderá ouvir mulheres que participaram das festas. O objetivo é verificar se houve violência ou coação para garantir a presença delas e se existia uma rede estruturada de exploração sexual.
O caso é conduzido separadamente da investigação principal sobre fraudes financeiras envolvendo o Master.
Os diálogos indicam que parte da estratégia de negócios do banqueiro era bancar eventos para autoridades com a presença de mulheres de vários países, como Rússia, Ucrânia, Lituânia, Holanda, México e Venezuela.
De acordo com os diálogos analisados pela PF, empresários e produtores de eventos ligados a Vorcaro selecionavam as participantes.
“Time A” e “Time B”
As mulheres eram divididas dois grupos. Um“time A”, mais restrito, e um “time B”, para eventos maiores. O uso de celulares era proibido, para evitar registros.
Segundo a investigação, um dos produtores recebia cerca de R$ 120 mil por mês de Vorcaro para realizar os eventos..
As festas aconteciam em espaços privados em São Paulo, entre eles em um imóvel do banqueiro no Itaim Bibi, bairro nobre da capital paulista, e também no exterior.
Uma das conversas indica que 99 mulheres foram levadas a Londres, na Inglaterra, para um evento patrocinado pelo Master em 2024, com a presença de autoridades.
Há ainda registro de encontros em Trancoso, no sul da Bahia, onde Vorcaro alugava uma casa. Em outubro de 2022, a proprietária do imóvel reclamou, em mensagem, que ele havia enchido a casa com “amigos e muitas putas”.
Uma das suspeitas é que entre as mulheres tivessem ucranianas que deixaram o país por causa da guerra com a Rússia. “Tem que sobrar alguma refugiada para mim”, escreveu Vorcaro a um interlocutor em novembro de 2023, segundo o Uol.
De acordo com o portal, Vorcaro e interlocutores se referiam às convidadas como “escravas” e “kengas”.
Em mensagem de 2024, o banqueiro escreveu: “Nossa creche me consumiu a semana toda kkk. Queria ter duas pirocas”.
O caso foi remetido ao presidente do STF, Edson Fachin.
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Comentários (1)
Angelo Sanchez
23.10.2026 10:05Mulher de verdade que se preza tem vontade própria e se foram às festas é porque acharam interessantes e até agora ninguém disse que foram levadas amarradas. Parece até que mulher não tem cérebro e desprezam sua inteligência.