Presidente do TST vê impacto positivo para empregadores com fim da escala 6×1
Luiz Philippe Vieira de Mello Filho afirmou que a redução da jornada pode diminuir faltas ao trabalho e proteger "saúde"
O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Luiz Philippe Vieira de Mello Filho (foto), celebrou a decisão do Congresso Nacional de aprovar o fim da escala 6×1.
Na abertura da sessão desta quinta-feira, 15, o magistrado afirmou que a medida terá impacto positivo para trabalhadores e empregadores, pois, segundo ele, poderá reduzir as faltas ao trabalho. Vieira de Mello citou uma pesquisa sobre o tema.
“Celebramos a decisão do parlamento brasileiro de redução da jornada, de dois dias de repouso. E uma pesquisa, que foi levada a efeito, entre 2015 e 2025, dez anos, ficou evidenciado que nesse período ocorreram 104 milhões de dias de abstenção por atestados médicos e doença. Então, o impacto economicamente para os empregadores é absurdo. É uma importância vultosa. E esses trabalhadores tem a saúde comprometida. Nós acreditamos que, com isso, possamos progredir no que tange à proteção à saúde dos trabalhadores e também reduzir esse impacto econômico aos empregadores. Foram 104 milhões de dias de abstenção do trabalho em dez anos”, disse.
Vieira de Mello foi centro de uma polêmica, em maio, quando fez um comentário sobre juízes azuis e vermelhos. Segundo ele, a divisão entre azuis e vermelhos saiu de um curso para advogados sobre como atuar no TST, do qual participam ministro do próprio tribunal, entre eles Ives Gandra Martins Filho, que se manifestou logo depois do presidente do TST falar.
Vieira de Mello alegou que uma parte de seu discurso foi “recortada na internet e transmitida sem que houvesse uma integralidade do contexto pelo qual se falava”.
Votação
O Senado aprovou a PEC na quarta-feira, 14.
O texto foi capitaneado pelo governo Lula e será utilizado, agora, como trunfo eleitoral para o petista.
A Emenda Constitucional, agora, será promulgada pelo Congresso.
Foram 75 votos a favor do texto em primeiro e segundo turnos. Houve apenas um voto contrário nos dois turnos: o do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS).
A PEC reduz a jornada de trabalho de 44 horas semanais para 40 horas, com a concessão obrigatória de dois dias de folga. Um deles aos domingos. O texto proíbe a redução de salários dos trabalhadores.
O texto sofreu resistência da oposição, que tentou atrasar ao máximo a votação. Mas integrantes de siglas como PL não conseguiram obstruir a sessão de quarta-feira.
A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), atribuiu a um “cálculo eleitoral” a mudança de posição da oposição em relação ao fim da escala 6×1.
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Comentários (2)
vitormarcati
15.10.2026 18:22La vem o comunicado do fantástico mundo do burocrata de alta casta do Brasil que nunca dirigiu um carrinho de cachorro quente e vive de achincalhar o pobre do empresário brasileiro, uma vergonha
Ita
15.10.2026 17:18Piada, esses Ministros e outros não têm a menor ideia de como as coisas acontecem em uma microempresa onde a margem de lucro é muito estreita e as obrigações enormes.