PT oficializa Patrus Ananias ao governo de Minas e Marília Campos ao Senado
Oficialização ocorreu durante convenção virtual da sigla, que ainda deixou em aberto a escolha do vice na chapa majoritária
O PT confirmou nesta segunda-feira, 27, as candidaturas do deputado federal Patrus Ananias ao governo de Minas Gerais e da ex-prefeita de Contagem Marília Campos ao Senado.
A oficialização ocorreu durante a convenção estadual do partido, realizada de forma virtual nesta segunda-feira.
A definição do candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Patrus Ananias ficou para um momento posterior.
‘Plano D’
O nome preferido de Lula para disputar o governo mineiro sempre foi o do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB).
Os planos foram frustrados quando Pacheco, desdenhado por Lula na indicação para o Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu encerrar a carreira política ao fim deste ano.
Tentou-se, então, o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), que recusou o convite.
A pressão daí aumentou em relação à ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT), que também tirou o corpo fora.
Após as três recusas, o PT escolheu o deputado federal Patrus Ananias para disputar o governo mineiro.
Ex-prefeito de Belo Horizonte, Patrus é ligado à Teologia da Libertação e também atuou como advogado de movimentos populares.
Ele será o “Plano D” de Lula e Minas Gerais.
Desconfiança
A relutância dos mineiros em ser o braço de Lula no estado tem um motivo evidente.
Os mineiros ainda não esqueceram o trágico governo do petista Fernando Pimentel, que ampliou a dívida do estado e atrasou o pagamento dos funcionários públicos.
Além disso, a dificuldade em encontrar bons nomes para concorrer a cargos importantes tem raízes no desgaste sofrido pela legenda após o governo da ex-presidente Dilma Rousseff, que sofreu impeachment em 2016.
Nas eleições municipais de 2020, o partido comemorou a retomada de prefeituras importantes. Nos governos estaduais, porém, permaneceu restrito aos quatro estados nordestinos.
“No Sudeste e Sul, existe um saldo de opinião negativa muito forte desde a crise econômica do governo de Dilma Rousseff. A partir daí, os projetos petistas entraram em colapso”, afirma o cientista político Leonardo Barreto, colunista de Crusoé.
A vitória eleitoral de Lula na corrida presidencial em 2022 se deu principalmente pela rejeição a Jair Bolsonaro, e não alterou substancialmente as realidades regionais.
“Em muitos estados, ir para uma candidatura majoritária é um sacrifício, porque o candidato sabe que ele terá chances pequenas”, diz Barreto.
Leia mais em Crusoé: Deserto petista
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Comentários (1)
Ita
27.07.2026 21:29Realmente os tiranos, sejam em países ou partidos políticos, não permitem que surjam novas lideranças; olha o PT, só tem velhos - todos domados.