“Quando o cara coloca toga, vira Deus”, diz Lula sobre ministros do STF
Após realizar 11 indicações de ministros do STF, o petista passou a defender a criação de um colegiado para promover a escolha dos magistrados da Suprema Corte
O presidente Lula (PT) voltou a falar no domingo, 27, em uma mudança no sistema de escolha de ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF). A indicação é uma prerrogativa do presidente da República.
Pressionado pela crise no STF, o petista afirmou que uma coisa é quando o ministro é indicado e outra é quando coloca a toga. Aí, disse Lula, ele “vira Deus”.
“Uma coisa é quando você indica. Outra coisa é quando bota toga. Quando o cara coloca toga, ele vira Deus. Aí foi o presidente que indicou, mas não tem mais nenhuma interferência”, disse Lula em entrevista à Band.
Após realizar 11 indicações ao longo de três mandados, sendo que a última foi rejeitada pelo Senado Federal, Lula passou a defender a criação de um colegiado com a participação da sociedade civil.
“Acho que nós temos que criar um critério de como envolver a sociedade civil para que a gente indique alguém que não seja só da vontade do presidente ou da OAB. Que seja alguém que passe por um crivo de um colegiado que a gente vai ter que pensar como criar”, afirmou o petista, sem detalhar a proposta.
O plenário do Senado rejeitou, em 29 de abril, a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no STF.
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A avaliação negativa do STF
A avaliação negativa do trabalho dos ministros do Supremo Tribunal Federal chegou a 47%, maior índice da série histórica do Datafolha, iniciada em 2019.
Em maio, 40% dos entrevistados classificavam o desempenho da Corte como ruim ou péssimo. A avaliação positiva ficou em 18%, empatada com o menor resultado já registrado.
Entre eleitores de Flávio Bolsonaro (PL), 69% avaliam negativamente o trabalho do STF, ante 24% entre os eleitores de Lula (PT). Na avaliação positiva, os índices são de 6% e 32%, respectivamente.
A pesquisa também mostra forte rejeição a possíveis conflitos de interesse.
Para 88% dos entrevistados, é inaceitável um ministro julgar um processo de alguém cujo advogado seja seu parente. Outros 85% rejeitam que ministros aceitem convites para eventos pagos por empresas com ações no tribunal.
Leia em Crusoé: “A eleição sob a toga”
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Comentários (1)
Annie
28.09.2026 09:41Fala isso, mas debaixo dos panos articulas tramoias.