Queiroz mantém cargo público em reduto bolsonarista
Ex-assessor de Flávio Bolsonaro também conseguiu emplacar o filho como assessor em secretaria
Fabrício Queiroz (à direita na foto), ex-assessor de Flávio Bolsonaro, mantém presença em cargos públicos anos após o caso das rachadinhas vir a público. Desde 2024, ele ocupa o posto de subsecretário de Segurança e Ordem Pública de Saquarema, na Região dos Lagos do Rio, em uma articulação política local envolvendo aliados do PL, publica O Globo.
A nomeação foi viabilizada por lideranças do partido no município, incluindo o ex-prefeito Antonio Peres, com apoio de Flávio Bolsonaro.
No cargo, Queiroz acompanha ações da Guarda Municipal e participa de agendas políticas ao lado de integrantes do grupo. Ele também conseguiu espaço para o filho, Felipe, nomeado assessor na secretaria estadual de Ciência e Tecnologia, comandada por Anderson Moraes (PL).
Mesmo após tentar disputar uma vaga na Câmara Municipal em 2024 — quando ficou como primeiro suplente —, Queiroz permaneceu na estrutura do Executivo local.
Na função, ele tem presença frequente em eventos públicos e agendas com autoridades ligadas ao bolsonarismo.
Também participa de cerimônias com autoridades policiais e políticas em ações de grande repercussão local.
Queiroz chegou a ser investigado por participação em um esquema de repasse de salários de assessores na Assembleia Legislativa do Rio, caso que acabou arquivado após decisões judiciais que invalidaram provas e discutiram a instância competente para julgamento.
Flávio volta a falar das rachadinhas
O senador Flávio Bolsonaro afirmou em 6 de abril que pretende enfrentar o tema das “rachadinhas” durante a pré-campanha presidencial.
Em entrevista ao podcast Inteligência Ltda, ele reconheceu que Fabrício Queiroz admitiu a cobrança de parte dos salários de funcionários, mas disse não ter conhecimento da prática.
‘Toda essa espuma de tentar destruir minha reputação… nunca respondi criminalmente por isso. Queiroz cuidava de uma parte da minha assessoria que fazia panfletagem na rua. Ele falou que tinha pessoas que ele contratou e que cobrava uma parte do salário, e colocou no papel que eu jamais tinha conhecimento disso”, afirmou.
A investigação teve início em 2018, com base em relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, que apontaram movimentações consideradas atípicas no gabinete de Flávio, então deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.
O Ministério Público do Rio chegou a denunciá-lo por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (1)
Fabio
12.04.2026 18:37Como pode um sujeito desse está com cargo público? Ele confessou que chefiava o crime de rachadinha do flávio, que fazia depósitos e pagava as contas da familia bolsonaro, e ainda asism está livre e solto.