Quem são os candidatos da “bancada da macumba”?
Grupo de psolistas tem seis postulantes à Câmara em defesa da representação política dos povos de terreiro nas eleições de 2026
Um grupo de seis candidatos à Câmara dos Deputados pelo PSOL anunciou a formação de uma articulação voltada a pautas de religiões de matriz africana, batizada de “bancada da macumba”.
A iniciativa reúne postulantes de cinco estados — Distrito Federal, São Paulo, Pernambuco, Bahia e Rio de Janeiro — e tem como meta ampliar a presença de representantes dos terreiros no Congresso Nacional.
Fazem parte da articulação Adriano Fiúza (DF), Mãe Su de Nanã (SP), Renato Fonseca (PE), Wesley Mendes (BA), Mãe Bernadete de Oxóssi (BA) e Ariane Magalhães (RJ).
Em nota conjunta, os candidatos declararam: “Ninguém pode falar melhor por nós do que nós mesmos. Enquanto não tivermos macumbeiros e macumbeiras ocupando os parlamentos, continuaremos sendo lembrados apenas em momentos pontuais”.
Origem e propósito da articulação
Segundo o grupo, o objetivo é interferir na produção de leis, na definição orçamentária e na formulação de políticas públicas voltadas às comunidades de terreiro. Os integrantes afirmam que essas comunidades não devem ser tratadas apenas como tema de estudo ou alvo de ações isoladas do poder público.
A composição da bancada é aberta: além de fiéis das religiões de matriz africana, poderá incluir pesquisadores e educadores ligados ao tema. Também está prevista articulação com parlamentares que não professam essas religiões, desde que assumam publicamente compromisso com a agenda do grupo.
O PSOL informou que defende a liberdade religiosa e o combate ao racismo religioso, destacando que a iniciativa parte de filiados que decidiram organizar a candidatura em torno dessa causa.
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Comentários (1)
Annie
06.08.2026 00:46Nem na África isso acontece