Reitor condena agressão a estudante dentro da UFRJ
Aluno foi agredido por cerca de dez pessoas após ser questionado sobre símbolos associados ao nazismo
O reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Medronho, afirmou que nunca viu, em 50 anos de universidade, um episódio semelhante à agressão sofrida por um estudante de História na última terça-feira, 25.
O aluno foi atacado por outros alunos nas dependências do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS), no centro do Rio.
O conflito começou após estudantes contestarem o uso de uma camiseta da banda britânica Death in June, associada a símbolos de inspiração fascista e nazista. A banda nega essa associação. O estudante também usava um broche com uma suástica riscada por uma listra vermelha de proibido.
Imagens registraram o estudante sendo perseguido e agredido com socos e chutes por cerca de dez pessoas.
A UFRJ abriu uma sindicância para apurar o caso e afirma colaborar com a Polícia Civil, que também investiga o episódio.
Medronho deverá prestar depoimento na próxima semana.
“Uma instituição milenar não pode admitir esse tipo de atitude”, disse o reitor ao Estadão.
Segundo ele, a universidade repudia o nazismo, o antissemitismo e qualquer forma de discriminação, mas não admite que conflitos sejam resolvidos por meio de violência.
“Apologia ao crime precisa ser julgada, mas julgada pelas autoridades policiais”, afirmou.
Medronho também defendeu o direito de defesa dos envolvidos e rejeitou qualquer julgamento prévio.
Violência
Em nota, a UFRJ afirmou que agressões não podem ser usadas como resposta a provocações, conflitos ou divergências.
“A UFRJ reforça que a defesa intransigente da democracia e dos direitos humanos deve caminhar junto com a rejeição a qualquer forma de violência.”
O estudante que usava a camiseta foi acusado de fazer apologia ao nazismo. A Polícia Civil investiga o caso.
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Comentários (1)
Marian
29.08.2026 16:41Quando faltam argumentos, é correto partir para a violência? A Universidade deveria expulsar, sim, expulsar os agressores, porque isso também é ensinar.