Renan Santos chama eleitor de Flávio de “humilhado” e critica voto no 22
O ex-candidato a Presidência e líder do MBL compara a escolha pelo candidato do PL a uma situação de submissão
O ex-candidato à Presidência Renan Santos, ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL) e ao partido Missão, criticou eleitores que pretendem votar em Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno e afirmou que quem escolhe o número 22 estaria sendo “humilhado”.
“Quem hoje vota no 22 é uma pessoa humilhada. Eu acho absurdo”, declarou Renan, em fala na qual questionou a decisão de eleitores de apoiar o senador.
Ao criticar a escolha, Renan recorreu a uma comparação com o empresário e influenciador Pablo Marçal, conhecido por vender cursos e treinamentos. Na avaliação do ex-presidenciável, a relação entre o eleitor e o candidato envolveria uma forma de manipulação e desrespeito.
“Se você vota no 22, saiba que você foi alvo de uma humilhação, de uma manipulação baixa, de alguém que desrespeita você”, afirmou.
Renan também questionou quem pretende votar em Flávio, dizendo não entender por que algumas pessoas aceitariam, em sua avaliação, uma relação de submissão política. O trecho divulgado contém referências aos clientes dos cursos de Marçal, usados como comparação na crítica.
Histórico de oposição ao PT e ao bolsonarismo
A posição de Renan ocorre após uma trajetória marcada por críticas tanto ao PT quanto ao grupo político de Jair Bolsonaro. O MBL ganhou projeção nacional ao organizar manifestações contra o governo de Dilma Rousseff (PT) e apoiar o impeachment da então presidente.
Nas eleições de 2018, o movimento apoiou Bolsonaro no segundo turno, em oposição ao petista Fernando Haddad. A aliança, porém, se deteriorou após a chegada do ex-presidente ao Planalto, e o MBL passou a criticá-lo e a defender seu impeachment.
Em 2022, o movimento não declarou apoio a Lula nem a Bolsonaro e defendeu o voto nulo no segundo turno. A posição provocou divergências internas. O então integrante do MBL Rubinho Nunes, por exemplo, defendeu um voto crítico em Lula e deixou o grupo após o afastamento político.
Renan liberou eleitores para escolher no segundo turno
Depois de receber menos de 3% dos votos no primeiro turno de 2026, Renan descartou apoiar formalmente Lula ou Flávio Bolsonaro e liberou seus eleitores para decidirem o próprio voto.
O ex-presidenciável também declarou que não recomendaria nenhum dos dois candidatos. Em entrevistas e manifestações públicas, argumentou que considera ambos inadequados para receber seu apoio, embora tenha feito críticas específicas ao risco de concentração de poder sob uma eventual Presidência de Flávio.
A nova declaração reforça a oposição de Renan ao candidato do PL e evidencia a disputa pelo eleitorado de direita que não se identifica com o bolsonarismo. A fala, no entanto, não representa um anúncio de apoio a Lula: Renan tem reiterado que não pretende endossar nenhum dos dois concorrentes.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (2)
Marian
23.10.2026 18:56Bem que eu desconfiava ... Hahaha. Mas deve ser ruim , ter sentimento de rejeição ao sucesso alheio. Coitado. Foco na cura ! Kkk
amf8118@gmail.com
23.10.2026 16:23Com Lula, a cada instante sinto vergonha de ser brasileiro. Tenho vergonha da descarada e impune compra de votos, dos juízes submissos e talvez vendidos que estão no STF e que julgam com viés político