Sanções dos EUA alteraram operação contra o PCC, diz Rodrigues
O empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada, alvo das sanções americanas, não foi localizado
O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou nesta sexta-feira, 3,que as sanções impostas pelos Estados Unidos a brasileiros e empresas brasileiras levaram a corporação a antecipar a Operação Exchange, deflagrada contra suspeitos de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Segundo Andrei, a antecipação da operação comprometeu parte da investigação. O empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada, alvo das sanções americanas, não foi localizado e é considerado foragido.
“[A sanção dos EUA] alterou a nossa ação. Houve uma antecipação. Mas, de fato, não houvesse essa designação, talvez o desfecho fosse outro, a gente teria localizado essa pessoa [Shimada], mas infelizmente não localizamos. Então, houve prejuízo à investigação”, afirmou Andrei em um café com jornalistas na sede da PF em Brasília.
Por determinação da 7ª Vara Federal Criminal em São Paulo, 50 policiais federais cumprem 13 mandados de busca e apreensão e 11 de prisão temporária nas cidades de São Paulo, Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba, todas localizadas no estado de São Paulo.
Também foi determinado judicialmente o sequestro de bens, valores e criptoativos dos investigados até o montante total de 10,4 bilhões de reais.
Sanções
O Departamento de Tesouro americano anunciou na quarta, 1º, a aplicação de sanções contra dois brasileiros, três empresas brasileiras e uma portuguesa por suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Os brasileiros sancionados são Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira.
“O PCC representa uma ameaça significativa à segurança nacional dos EUA, já que seus agentes em todo o país, particularmente na Flórida, lavam dinheiro proveniente do narcotráfico e contribuem para um ciclo de criminalidade”, diz trecho da nota.
Segundo o governo americano, a dupla atuava como elo entre integrantes do PCC sediados na Flórida e traficantes estrangeiros.
De acordo com o comunicado, a organização lavou mais de 30 milhões de dólares em recursos provenientes de atividades ilícitas gerados em diversas cidades dos Estados Unidos, utilizando criptomoedas para transferir os valores de volta ao Brasil em benefício do PCC.
“Em janeiro de 2025, Shimada ficou brevemente em prisão domiciliar no Brasil porque uma de suas empresas, a Victory Trading Intermediação de Negócios Cobrança e Tecnologia Ltda. (Victory Trading), foi usada para lavar dinheiro roubado de um clube de futebol brasileiro em um esquema de fraude publicitária.”
As sanções econômicas também foram aplicadas às empresas Victory Trading Intermediacão De Negocios Cobrancas E Tecnologia Ltda, Pixwave Solucoes De Pagamentos Ltda, Wave Construcoes Inteligentes Ltda e Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda, de Portugal.
Leia também: Manual para entender e lidar com as sanções dos EUA ao PCC
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Comentários (2)
Emerson
03.07.2026 23:41kkkkkkkkkkkk .... stand up ?
Claudemir Silvestre
03.07.2026 18:00Quer dizer então que a PF ja estava na cola destes bandidos do PCC … sei.