Sóstenes diz que operação da PF é “cortina de fumaça” e nega desvios
Líder do PL afirma que investigação sobre contratos de locação de veículos é uma perseguição política
O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), classificou na noite desta quarta-feira, 1º, a terceira fase da Operação Rent a Car, batizada de Operação Galho Fraco II, como uma “cortina de fumaça” e negou qualquer irregularidade envolvendo contratos de locação de veículos custeados pela Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP).
Em pronunciamento no Salão Verde da Câmara, horas após a Polícia Federal deflagrar a nova etapa da investigação, o parlamentar afirmou que a operação apenas “requenta” fatos já apurados e insistiu que jamais desviou recursos públicos.
“A fase da operação de hoje foi mais uma cortina de fumaça que querem colocar sobre a origem do dinheiro recebido. Não há novidade nenhuma nessa operação de hoje. Simplesmente requentaram mais do mesmo e querem inventar o que não existe”, declarou.
Pela manhã, a PF informou que a operação tem como objetivo aprofundar as investigações sobre um suposto esquema de desvio de recursos públicos provenientes de cotas parlamentares. A ação desta quarta mirou pessoas ligadas a Sóstenes, que não foi alvo de mandados nesta fase. Segundo a corporação, há indícios de lavagem de dinheiro, fraude processual e utilização de empresas para dar aparência de legalidade à movimentação dos recursos.
Ao rebater as suspeitas, o deputado afirmou que o veículo alugado por seu gabinete sempre esteve em uso e apresentou documentos para tentar comprovar sua versão. Segundo ele, um boletim de ocorrência de assalto envolvendo o carro e outro referente a um acidente seriam provas de que o automóvel existia e era utilizado regularmente.
“Quem não deve não teme. Sempre usei esse Corolla. Se a Polícia Federal quisesse comprovar isso, bastava verificar as câmeras da garagem da Câmara.”
Sóstenes também voltou a explicar a origem dos R$ 400 mil apreendidos pela PF em dezembro de 2025, durante a primeira fase da Operação Galho Fraco. Segundo o parlamentar, o dinheiro é fruto da venda de um imóvel no Triângulo Mineiro, foi declarado à Receita Federal e pertence a uma transação “lícita e transparente”.
O líder do PL ainda fez um apelo ao ministro do STF Flávio Dino para acelerar o julgamento do caso.
“Peço ao ministro Flávio Dino que dê celeridade ao processo, esclareça todos os fatos e devolva o meu dinheiro, porque é um dinheiro de origem lícita.”
Durante o pronunciamento, Sóstenes também atribuiu a investigação a uma perseguição política por ocupar a liderança do maior partido de oposição na Câmara e afirmou confiar que, ao fim das investigações, sua inocência será reconhecida. “Tenho certeza de que ficará esclarecida a grande injustiça que estão cometendo comigo”, concluiu.
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Comentários (1)
Junior
02.07.2026 05:54Sempre as mesmas desculpas....