“Sou igual à maioria dos brasileiros”, diz Zema
Presidenciável do Novo contrapõe histórico empresarial ao do senador do PL em entrevista
Romeu Zema (Novo) defendeu nesta segunda-feira, 4, sua candidatura à presidência da República, e argumentou que sua origem na iniciativa privada o distingue do senador Flávio Bolsonaro (PL).
Em entrevista ao portal UOL, o ex-governador de Minas Gerais afirmou ser “igual à maioria dos brasileiros” por sempre ter precisado trabalhar para construir patrimônio — uma referência implícita à trajetória do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que seguiu carreira exclusivamente no setor público.
Iniciativa privada como argumento eleitoral
Antes de ingressar na política em 2018, Zema administrou uma empresa da família. Na entrevista, ele usou esse passado para traçar um contraste com adversários oriundos do funcionalismo público. “Eu sempre fui pagador de impostos”, disse.
O presidenciável ponderou não enxergar demérito na carreira pública, mas defendeu que momentos de crise exigem “alguém de fora” para promover o que chamou de “chacoalhada necessária”.
Embora tenha cumprido dois mandatos como governador, Zema se apresenta como um político atípico. Para reforçar essa imagem, citou sua gestão em Minas Gerais: “Eu não levei parente meu para trabalhar e quem roubava perdeu espaço”.
Distância de Flávio e relação com o bolsonarismo
Questionado sobre casos que envolvem o senador — entre eles a investigação da chamada rachadinha, arquivada em 2022 após anulação de provas pelo Supremo Tribunal Federal, e a compra de imóveis com dinheiro vivo —, Zema optou pela cautela. Disse desconhecer os detalhes, mas afirmou ser favorável a “toda investigação”.
Sobre a aproximação histórica com Jair Bolsonaro, o presidenciável admitiu divergências, especialmente na condução da pandemia, mas identificou um ponto de convergência central: “O que eu tenho muito em comum com Bolsonaro é ser anti-PT”.
Zema é apontado como possível vice na chapa de Flávio Bolsonaro, hipótese que rejeita publicamente. Ele afirmou que pretende levar sua candidatura própria até o fim, descartando acordos que, segundo ele, comprometeriam sua independência: “Eu não tenho rabo preso. Eu não tenho esses conchavos políticos que deixam todo mundo amarrado, com medo de falar a verdade”.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (1)
Marcia da S Ribeiro
05.05.2026 07:52O servidor público paga os mesmos impostos que o trabalhador do setor privado. Descontado na fonte, sem o menor risco de sonegação. Ninguém nasce servidor público pelo contrário É necessário muita dedicação para se alcançar sucesso na aprovação dos concursos públicos. Essa comparação foi infeliz, na minha humilde visão.