“Sou o presidente eleito” do Brasil, diz Flávio em carta dos EUA
Filho de Jair Bolsonaro afirma que continuará atuando na política a partir dos EUA e anunciará estratégia para mobilizar a oposição
Após deixar o Brasil e chegar aos Estados Unidos, o senador e ex-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgou um pronunciamento no qual se apresenta como “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”. No texto, ele acusa autoridades brasileiras de fraude eleitoral, classifica o país como um regime de exceção e afirma que pretende liderar a oposição do exterior.
“Quero dizer, não só para os meus 60 milhões de eleitores, mas para o povo brasileiro, que eu sou o presidente eleito e os criminosos que roubaram a eleição do Brasil são parte de uma organização criminosa que implementou uma tirania”, escreveu.
Flávio voltou a questionar o resultado do segundo turno, vencido por Lula (PT), e atribuiu a derrota a supostas irregularidades na votação. Entre as críticas, citou a ampliação do horário de votação em algumas localidades por decisão judicial e alegou que a medida teria comprometido a igualdade entre os eleitores. Ele também acusou a campanha adversária de abuso de poder político e econômico e defendeu a cassação da chapa de Lula e Geraldo Alckmin.
As acusações de fraude foram apresentadas por Flávio no pronunciamento, mas o senador não apresentou, no texto, provas que sustentem a alegação de que o resultado eleitoral tenha sido fraudado.
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Flávio diz que liderará oposição dos EUA
No documento, o senador também atacou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e afirmou que a atuação das autoridades brasileiras representa perseguição política. Segundo Flávio, não há mandado de prisão contra ele, e sua saída do país teria sido motivada pela preocupação com a segurança de sua família.
“Não vou submeter minha família a isso e meu país não merece passar novamente por este vexame internacional”, escreveu. Em outro trecho, negou ter fugido: “Saí do Brasil, mas não abandonei os brasileiros”.
Flávio agradeceu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao presidente da Argentina, Javier Milei, pela acolhida. Também comparou sua situação à de figuras históricas que atuaram no exílio, como Rui Barbosa e Charles de Gaulle, e afirmou que pretende continuar sua atuação política a partir dos Estados Unidos.
“Por isso, liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr”, declarou, ao se dirigir a senadores, deputados e governadores aliados.
Ao final, o senador afirmou que pretende divulgar nos próximos dias uma estratégia para mobilizar a oposição por meios que classificou como pacíficos e legítimos. Ele encerrou o pronunciamento dizendo que a luta política continuará até que, em suas palavras, o Brasil volte a ser um país livre.
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Comentários (3)
Otreblig50
28.10.2026 18:16Olhem a cara de ESTUPOR da catrefa da foto !!! E pior ainda quando souberam que ele já estava no colinho do Trump, KKKKKKKKK
Ita
28.10.2026 18:01É, e no segundo turno tive que votar nesse sujeito. Deveria ter votado em branco ou anulado meu voto.
Davi Barbosa Campos
28.10.2026 17:55Flávio Bolsonaro é o meu presidente.