“Temos que ser rigorosos e intransigentes com qualquer desvio ético”, diz Cármen Lúcia
Relatora do Código de Ética do STF afirmou que, em ano eleitoral, rigor ético e transparência dos juízes devem ser ainda maiores
A ministra Cármen Lúcia (foto), relatora da proposta de Código de Ética do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta segunda-feira, 2, que os magistrados devem tomar proferir decisões claras, transparentes e sem compromisso com interesses específicos das partes.
“Temos que ser rigorosos e intransigentes com qualquer desvio ético”, disse durante a abertura do ano do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
“O Judiciário tem compromisso com a legalidade de seu agir. Não tem compromisso com interesse específico de alguma das partes”, acrescentou.
Segundo a ministra, em um ano eleitoral, a necessidade de transparência e rigor ético por parte dos juízes torna-se ainda maior.
“O que legitima a atuação do Poder Judiciário é a confiança que a cidadania deposita. Juízas e juízes eleitorais precisam adotar comportamentos ainda mais rigorosos em suas condutas e transparentes em suas ações, motivações e decisões”, disse.
Cármen Lúcia também comentou sobre o impacto da desconfiança nas instituições. Para ela, a perda de confiança no Poder Judiciário gera instabilidade em diferentes áreas da vida pública.
“A desconfiança nos órgãos e nos agentes do poder estatal é um desassossego para a cidadania e um fator de instabilidade jurídica, social, política, econômica e também eleitoral”, disse.
Relatora
O nome de Cármen Lúcia como relatora foi confirmado nesta segunda, 2, pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin.
A proposta vinha sofrendo resistência por parte de alguns magistrados.
“No plano interno, destaca-se a promoção do debate institucional sobre integridade e transparência; agradeço, de público, como já fiz diretamente a todos os integrantes deste Tribunal, a eminente Ministra Cármen Lúcia por ter aceitado a relatoria da proposta de um Código de Ética compromisso de minha gestão para o Supremo Tribunal Federal. Vamos caminhar juntos na construção do consenso no âmbito deste colegiado”, disse Fachin durante a abertura do ano do Judiciário.
“Impende dialogar e construir confiança pública porque nesta reside a verdadeira força do Estado de Direito, e é para o cidadão que todo o sistema de justiça deve permanentemente se orientar. Reitero o compromisso ético que todos devemos ter no exercício das funções públicas”, acrescentou.
Legitimidade institucional
Segundo Fachin, o protagonismo dos ministros “tem seus ônus e efeitos para a legitimidade institucional”.
“Entender isso é fundamental para avaliar corretamente o momento em que nos encontramos. Isso não significa que o Tribunal seja agente passivo das circunstâncias. Ao contrário, o protagonismo tem seus ônus e efeitos para a legitimidade institucional. Os ministros respondem pelas escolhas que fazem. As decisões que tomamos, os casos que priorizamos, a forma como nos comunicamos — tudo isso importa”, afirmou.
“Decorrido um ciclo de mais de trinta anos, iniciamos 2026. Agora, o desafio é diferente. Em termos mais específicos, a questão é a de saber se já chegou a hora de o Tribunal sinalizar, por seus próprios atos, que o momento é outro. Minha convicção é que esse momento chegou. A fase agora é da retomada plena da construção institucional de longo prazo”, seguiu.
“Cabe então refletir sobre a causa, não apenas quanto aos sintomas. É imprescindível ampliar a capacidade do próprio sistema político-institucional de processar demandas”, continuou.
Autocorreção
Fachin também falou que o momento é de “autocorreção”.
“Sem embargo desses reconhecimentos, o momento histórico é também de ponderações e de autocorreção. É hora de um reencontro com o sentido essencial da República, da tripartição real de Poderes e da convivência harmônica e independente, com equilíbrio institucional. Somos todos chamados a essa arena.
É que a democracia constitucional traduz obrigações de prestação de contas e de memória.”
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Comentários (6)
Angelo Sanchez
03.02.2026 14:49Esta ministra está gagá, ou com, Alzhaimer, amnésia ou é uma verdadeira cara de pau, ela faz parte de cumplicidade do STF em todos os crimes da corrupção, que soltou bandidos e ninguém está preso da Lava-Jato, e ainda por "descondenar um corrupto", que acabou sendo eleito fraudulentamente, começando nas campanhas políticas, além do pior numa democracia, "perseguir adversários políticos", cassando mandatos de cidadãos eleitos por voto popular, Carmem Lúcia devia ter vergonha de pertencer a esta turba de um STF nojento, político e rancoroso.
Annie
03.02.2026 10:20Vindo dessa ministra é piada.
Marian
03.02.2026 09:48Vergonha alheia.
Junior
03.02.2026 06:45Kkkkkkkkkkk ....+....kkkkkkkkkkk
Vitor Carlos Marcati
02.02.2026 20:28Hahahahaha hahahahahahaha a melhor piada do dia
Claudemir Silvestre
02.02.2026 19:47ÉTICA ??!! Onde estava a ética do STF quando Lula foi solto por corrupção pelo motivo do processo ter sido julgado em Curitiba e por suspeição INJUSTIFICÁVEL do Juiz Sergio Moro ???? A culpa do Brasil ter virado esta bagunça, onde a Constituição foi RASGADA varias vezes é do STF !!!