Toffoli se declara suspeito para participar de julgamento da prisão de Vorcaro
Ministro do STF alega ‘foro íntimo’ e se afasta do caso envolvendo o banqueiro
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), se declarou suspeito nesta quarta-feira, 11, de participar do julgamento referente à prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
A manifestação de Toffoli ocorreu durante a análise da decisão monocrática do ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF, que autorizou a prisão preventiva de Vorcaro. A Segunda Turma do Supremo começará a examinar a decisão a partir da próxima sexta-feira, 13.
Toffoli alegou “motivo de foro íntimo”.
“Tendo em vista que há correlação entre as matérias objeto daquele feito e as dos autos da Pet nº 15.556/DF, declaro a minha suspeição na forma do art. 145, § 1º, do Código de Processo Civil, por motivo de foro íntimo, a partir desta fase investigativa”, afirmou o ministro no documento.
Além de Toffoli e Mendonça, integram a Segunda Turma os ministros Luiz Fux, Nunes Marques e o presidente do colegiado, Gilmar Mendes.
CPI do Master
Também nesta quarta, 11, Toffoli se declarou suspeito por “motivo de foro íntimo” de ser o relator do mandado de segurança para a instalação da CPI destinada a investigar as fraudes ocorridas na relação entre o Banco Master e o BRB.
O pedido para a criação da CPI foi apresentado pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB). O ministro Cristiano Zanin acabou sendo sorteado novo relator.
Toffoli estava à frente das investigações desde novembro de 2025. A saída foi motivada por relatório da Polícia Federal que apontou menções ao ministro em mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master.
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Comentários (1)
Amém! Um grande milagre!!!