TSE aceita ação de Flávio contra Lula por desfile de Carnaval
Representação questiona recursos destinados à Acadêmicos de Niterói, que neste ano homenageou o petista
O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Antonio Carlos Ferreira, admitiu uma ação apresentada por Flávio Bolsonaro (PL) contra o presidente Lula (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) por abuso de poder político e econômico e uso indevido dos meios de comunicação no desfile da Acadêmicos de Niterói, no Carnaval de 2026.
A escola levou a trajetória do petista para a Sapucaí.
Lula e Alckmin terão cinco dias, após serem notificados, para apresentar suas defesas.
Segundo a ação, houve repasses da Prefeitura do Rio e da Embratur para a escola depois da definição do enredo. Flávio afirma que os recursos, somados a outros apoios, teriam beneficiado a campanha de Lula.
A ação também questiona a transmissão do desfile em televisão aberta e na internet, sob o argumento de que a exposição teria ampliado a visibilidade eleitoral do petista.
Esta é a segunda ação eleitoral apresentada ao TSE sobre o desfile.
O Partido Novo havia protocolado uma representação anterior contra Lula e Alckmin, também relacionada à homenagem feita pela Acadêmicos de Niterói.
O desfile
A escola abriu o Grupo Especial do Carnaval carioca em 15 de fevereiro com o enredo “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”.
O desfile percorreu episódios da vida política do presidente, da infância em Garanhuns (PE) à chegada ao Planalto e ao retorno à Presidência.
Lula acompanhou a apresentação de um camarote na Sapucaí, ao lado de aliados.
O desfile também teve representações de adversários políticos, incluindo Jair Bolsonaro, retratado encarcerado e fantasiado de palhaço Bozo.
A Acadêmicos de Niterói terminou o Carnaval com 264,6 pontos e foi rebaixada para a Série Ouro em 2027.
Após a apuração, a escola afirmou ter sofrido “perseguições vindas de gestores do próprio Carnaval carioca” e falou em “tentativas de interferência direta na nossa autonomia artística, com pedidos de mudança de enredo, questionamentos sobre a letra do samba e outras ações que buscaram nos enquadrar e nos silenciar”.
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Comentários (1)
Angelo Sanchez
19.09.2026 14:07Com dinheiro público, uma escola de samba homenageou um condenado em 3 instâncias Judiciais e só se salvou e foi “descondenado” pelos seus apadrinhados que ele nomeou para o Supremo, mas, se perder a eleição, os seus crimes serão julgados na instância certa e com certeza condenado.