TSE “extrapola” e Nunes Marques “não pode ter lado”, diz Lula
Presidente reage ao caso "Exército do Lula" e promete criar "Marinha" e "Aeronáutica" para ampliar campanha no WhatsApp
O presidente Lula afirmou nesta segunda-feira, 12, que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem “extrapolado” em decisões contra sua campanha e disse que o presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, “não pode ter lado” na política.
Ao comentar o caso do “Exército do Lula”, o petista afirmou que pretende ampliar a mobilização pelo WhatsApp e criar também a “Marinha” e a “Aeronáutica do Lula”.
“Eu acho que eles estão extrapolando em algumas decisões contra a minha campanha. Isso é visível, isso já foi denunciado. Eu não vou criar só o ‘Exército do Lula’, eu vou criar agora o Exército, a ‘Marinha’ e a ‘Aeronáutica do Lula’ no WhatsApp. Ou seja, é a forma mais barata de a gente fazer campanha, e nós vamos continuar criando os nossos exércitos“, declarou.
“Nós vamos continuar fazendo campanha. E para ele achar que ele tem que cortar, ele tem que mostrar qual é a ilegalidade que tem, onde é que estamos transgredindo a lei. O que não pode é o presidente da Suprema Corte Eleitoral ter lado na política. O lado dele tem que ser o lado da igualdade de compartimento, da igualdade de procedimento. Todos têm que ter o mesmo direito diante da Justiça Eleitoral. É isso que eu quero. Só isso, nada mais do que isso”, acrescentou.
O “Exército do Lula” é um canal de WhatsApp administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), criado após o primeiro turno para mobilizar apoiadores de Lula na reta final da campanha.
A ferramenta cresceu rapidamente e chegou a reunir cerca de 3,3 milhões de seguidores, com orientações para que participantes compartilhassem conteúdos, ampliassem o número de integrantes e atuassem de forma coordenada nas redes sociais.
A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) acionou o Tribunal Superior Eleitoral e pediu a suspensão do canal, sob a acusação de que a estrutura estava sendo usada para disseminar informações falsas e coordenar a amplificação de publicações.
O presidente do TSE acolheu o pedido e mandou retirar o canal do ar, afirmando que ele vinha difundindo conteúdos que a Corte já havia considerado sem sustentação mínima e que havia orientações destinadas a contornar salvaguardas do WhatsApp.
Horas depois, porém, o corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, reverteu a decisão e restabeleceu o canal, por considerar insuficientes as provas disponíveis para mantê-lo suspenso.
Nunes Marques, então, acionou a área técnica do TSE para analisar a circulação dos conteúdos, eventual atuação coordenada e riscos ao processo eleitoral.
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Comentários (1)
Claudemir Silvestre
12.10.2026 14:21FAKE NEWS também NÃO PODE … velho ladrão !!!