TSE forma maioria para manter suspensão da campanha de Deltan
Decisão mantém nome de Dallagnol na urna, mas suspende atos de campanha até análise do mérito
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria nesta segunda-feira, 21, para manter suspensos os atos de campanha de Deltan Dallagnol (Novo), candidato ao Senado pelo Paraná.
Acompanharam a liminar concedida pelo relator, ministro Floriano de Azevedo Marques, os ministros Dias Toffoli, Estela Aranha e Ricardo Villas Bôas Cueva. O placar está em 4 a 0.
Ainda restam os votos do presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, e dos ministros André Mendonça e Sebastião Reis.
O TSE, contudo, não indeferiu o registro de candidatura de Dallagnol. O registro foi deferido pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) e é alvo de um recurso que ainda será julgado pelo TSE.
Com a decisão, Dallagnol fica impedido de fazer campanha, embora seu nome permaneça na urna.
Além disso, a liminar impede o repasse de recursos dos fundos partidário e eleitoral, a veiculação de propaganda no rádio e na televisão e a prática de outros atos de campanha.
A medida vale até que o TSE analise o mérito do recurso contra a decisão do TRE-PR que autorizou Dallagnol a disputar a eleição.
Decisão de Floriano
Segundo a equipe jurídica de Deltan, o registro da candidatura continua válido no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR).
O ministro Floriano considerou que o TRE-PR contrariou entendimento firmado pelo próprio TSE ao deferir a candidatura.
Em 2023, a corte declarou Dallagnol inelegível por entender que ele deixou o Ministério Público Federal antes da conclusão de procedimentos disciplinares para evitar possíveis punições.
Para Floriano, o arquivamento posterior desses procedimentos não altera a possível fraude reconhecida naquele julgamento.
O que diz a defesa de Deltan
A defesa também questiona a proximidade entre Floriano e Alexandre de Moraes.
Os advogados citam reportagem da Folha de 2023 sobre a atuação de Moraes para a indicação de Floriano ao TSE.
O jornal havia descrito o ministro como “amigo e colega de docência” de Moraes na USP.
Os advogados ainda apontam supostas contradições entre a liminar e decisões anteriores de Floriano.
Citam um caso envolvendo Anthony Garotinho, em que o ministro teria considerado irreversível o tempo de campanha perdido, e outro processo, de 2024, no qual teria entendido que, diante de dúvida razoável sobre inelegibilidade, deveria prevalecer o direito de ser votado.
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Comentários (3)
Jorge Irineu Hosang
21.09.2026 17:58Deltan irá ser eleito!! E eu sinceramente espero que os paranaenses não votem naquela desavergonhada da Gleisy Hoffmann.
Marian
21.09.2026 17:47Ele é favorito ao Senado. E a vontade dos Paranaenses deve ser respeitada.
Annie
21.09.2026 17:37Tá tudo dominado