Uma carona de avião para Gilmar voltar a Brasília
Viagem ocorreu após posse de seu irmão em Diamantino; Decano do STF negou vínculo com empresária da qual Vorcaro era sócio
O ministro Gilmar Mendes (foto), do Supremo Tribunal Federal (STF), viajou no avião da PrimeYou, empresa que tinha o banqueiro Daniel Vorcaro como sócio, no primeiro dia do ano passado, segundo o Estadão.
O magistrado embarcou em um voo de Diamantino (MT) com destino a Brasília após participar da posse de seu irmão, Chico Mendes, como prefeito do município.
Registros do Aeroporto de Brasília indicam que a aeronave decolou de Diamantino às 16h38 do dia 1º de janeiro, com destino à capital federal.
Na ocasião, Gilmar retornava da cidade, onde esteve para a cerimônia de posse do irmão caçula, eleito em outubro de 2024 com 56% dos votos. A família tem tradição política no município, que já foi administrado por seu pai e seu avô.
Gilmar negou ter conhecimento sobre a ligação da aeronave com a empresa de Vorcaro. Segundo ele, a viagem ocorreu a convite do empresário Marcos Molina, presidente do Conselho de Administração da MBRF, grupo resultante da fusão entre BRF e Marfrig.
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Viviane Barci e as aeronaves
O escritório Barci de Moraes, da advogada Viviane Barci, mulher do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, afirmou em nota ao Antagonista que “nenhum integrante jamais viajou em aviões de Daniel Vorcaro ou Fabiano Zettel“.
Ainda segundo o texto, o escritório “contrata diversos serviços de taxi aéreo, e que entre os que já foram em algum momento contratados está o da empresa Prime Aviation”. A banca sustenta que a contratação segue parâmetros operacionais e não estabelece vínculo com proprietários das aeronaves.
O ministro do STF Alexandre de Moraes e a advogada Viviane Barci de Moraes aparecem como passageiros de ao menos oito voos realizados em jatos executivos de empresas ligadas ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, entre maio e outubro de 2025.
Levantamento revelado pela Folha de S. Paulo aponta que os dados foram obtidos a partir do cruzamento de três bases oficiais: registros de embarque no terminal executivo do Aeroporto de Brasília, mantidos pela Anac, informações de decolagens compiladas pelo Decea, e a identificação dos proprietários das aeronaves no Registro Aeronáutico Brasileiro.
De acordo com o jornal, a maior parte dos voos, sete ao todo, foi realizada em aeronaves da Prime Aviation, empresa de compartilhamento de bens de luxo da qual Vorcaro era sócio por meio do fundo Patrimonial Blue. Os aviões da companhia têm autorização para operar como táxi aéreo.
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Comentários (1)
Independente da gravidade desses vôos com jatinho de Vorcaro, fico espantada com esse vai e vem dos ministros tendo jatinhos como veículo de passseio.