Uma nota da comunidade para o pedido de desculpas de Gilmar
Decano do STF se retratou por ter mencionado homossexualidade ao se referir a Romeu Zema
O pedido de desculpas do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, por ter mencionado homossexualidade ao se referir a Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, ganhou uma nota da comunidade do X.
Diz a nota:
“Segundo o STF (ADO 26 e MI 4.733, 13/06/2019), homofobia e transfobia são equiparadas ao crime de racismo (Lei 7.716/89), sendo inafiançáveis e imprescritíveis (CF/88, art. 5º, XLII).
Não cabe retratação para extinguir a punibilidade nesses casos.”
Gilmar pede desculpas
Gilmar Mendes pediu desculpas por ter mencionado homossexualidade ao tentar justificar a tentativa de inclusão do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato à Presidência, no inquérito das fake news.
“Há uma indústria de difamação e de acusações caluniosas contra o Supremo. Vou enfrentá-la. E não tenho receio de reconhecer um erro. Errei quando citei a homossexualidade ao me referir ao que seria uma acusação injuriosa contra o ex-governador Romeu Zema. Desculpo-me pelo erro. E reitero o que está certo”, disse o ministro em post em seu perfil no X na quinta-feira, 23.
O ministro deu três entrevistas desde a quarta-feira, 22, para defender o STF do que considera ataques, com atenção especial a Zema e à imprensa, a quem ele atribuiu a má fama do Supremo.
Gilmar não pediu desculpas por ter debochado da forma como o ex-governador de Minas fala.
“Vai acabar quando terminar”
Ao comentar o inquérito das fake news, aberto há mais de sete anos sob a alegação de proteger o STF, o decano disse que tem “a impressão de que o inquérito continua necessário”.
“E ele vai acabar quando terminar, é preciso que isso seja dito em alto e bom som. O tribunal tem sido vilipendiado. Veja, por exemplo, a coragem, eu diria, a covardia do relator da CPI do Crime Organizado de atacar a Corte, pedir indiciamento de pessoas, não cuidando de quem efetivamente cometeu crime. Isso pode ser deixado assim? Acho que não. É preciso que haja resposta. Eu acho que foi um momento importante de o Supremo ter aberto o inquérito e mantê-lo pelo menos até as eleições. Acho que é relevante”, completou o decano do STF.
Segundo o decano do STF, “o caso do Master é um problema mais profundo” e foi a imprensa que “trouxe o caso Vorcaro para a Praça dos Três Poderes”.
O endereço do escândalo, segundo Gilmar, “está na Faria Lima”, o centro financeiro do Brasil.
Leia em Crusoé: O inconfidente
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Comentários (1)
Já está na fase de vermos um ministro do Olimpo ter que pedir desculpas em público. O medo está fazendo esses animais perderem as “estribeiras”. Vão em frete! E acabem com todo respeito que deveriam se dar.