União Brasil rompe com PL e complica Flávio no Rio
Saída do partido da coligação estadual reduz base de apoio a Flávio Bolsonaro em reduto eleitoral decisivo para a corrida presidencial
O União Brasil decidiu romper a aliança com o PL na disputa pelo governo do Rio de Janeiro e adotará posição neutra no pleito estadual. A ruptura, confirmada por dirigentes da legenda nesta segunda-feira, 3, enfraquece a candidatura de Douglas Ruas, deputado estadual que disputa o Executivo fluminense pelo PL, e complica os planos eleitorais de Flávio Bolsonaro na região Sudeste.
Prisão de aliado detona crise
O rompimento foi motivado pela desistência do ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella, do União Brasil, de concorrer a uma vaga no Senado.
Canella foi preso em flagrante durante operação da Polícia Federal contra lavagem de dinheiro em postos de combustíveis, quando agentes encontraram um fuzil em seu veículo. Ele deve disputar apenas a reeleição para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
Com a saída da federação União Progressista — formada por União Brasil e PP — do apoio a Douglas Ruas, cresce a possibilidade de o candidato do PL ficar fora do segundo turno.
Levantamento do instituto Quaest, divulgado em 27 de julho, apontava Ruas empatado na segunda colocação com Anthony Garotinho, do Republicanos, ambos com 10% das intenções de voto. O Rio de Janeiro reúne 12,8 milhões de eleitores aptos, equivalente a 8,10% do eleitorado nacional e ao terceiro maior colégio eleitoral do país.
Descontentamento no centrão
Segundo apurou a Folha, partidos do centrão, entre eles União Brasil e PP, acumulam queixas sobre a atuação de Flávio Bolsonaro, que teria deixado de defender aliados em situações delicadas. Um dos episódios citados envolve o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), investigado pela Polícia Federal por suposto recebimento de recursos do banqueiro Daniel Vorcaro, do banco Master.
Outro caso é o do próprio Canella: após sua prisão, Flávio Bolsonaro determinou a retirada da mãe, a senadora Rogéria Bolsonaro, da suplência do deputado — embora antes tivesse chamado o correligionário de “amigo” e afirmado apoiá-lo “100%”.
O revés no Rio se soma a outro ocorrido em maio, quando o ex-governador Claudio Castro desistiu de concorrer ao Senado após ser alvo de duas operações da PF em 11 dias.
Nesta segunda, Flávio também perdeu o apoio do senador Cleitinho, do Republicanos, que anunciou a desistência de sua candidatura ao governo de Minas Gerais — estado em que era apontado como favorito nas pesquisas.
O PL agora avalia costurar apoio ao ex-deputado federal Marcelo Aro, do PP, com negociações previstas até quarta-feira, 5, prazo final das convenções partidárias.
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Comentários (1)
Claudemir Silvestre
03.08.2026 22:45O PT não precisa vencer as eleições !!! A INCOMPETÊNCIA e desonestidade dos Partidos da Direita fazem o trabalho para LULA !!