“Vamos ver quem está blindando”, diz relator da CPMI sobre Lulinha
Gaspar protocolou pedido de convocação de Fábio Luís Lula da Silva após a PF informar ao STF que está investigando sua ligação com o Careca do INSS
Relator da CPMI do INSS, o deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL, foto) faz um desafio à base do governo Lula: os aliados do presidente vão blindar seu filho de convocação?
“O envolvimento do filho do presidente da República, Luís Inácio, com o maior operador do roubo do INSS é fato consumado. Nós já tínhamos dito isso na CPMI, a imprensa está repercutindo e a Polícia Federal está aprofundando esses dados”, diz Gaspar em vídeo enviado a O Antagonista.
Ele se refere ao fato de que a PF informou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que investiga se Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, foi “sócio oculto” do lobista Antônio Camilo Antunes, o famigerado Careca do INSS, em negócios com o governo federal.
“Nós não temos nenhuma dúvida desse envolvimento, do repasse de recursos e, infelizmente, da captura do Estado brasileiro por várias organizações criminosas com a finalidade de roubar o dinheiro de aposentados e pensionistas”, diz o relator da CPMI, completando:
“Com todos esses indícios de envolvimento do filho do presidente da República, do senhor Fábio Luís com o Careca do INSS, protocolei a convocação para que ele preste depoimento na CPMI. Agora vamos tirar a prova dos nove, ver quem está blindando investigado de estimação. O presidente da República, Lula, disse que se o filho tiver envolvido, não irá atrapalhar essa convocação. Com o retorno da CPMI, o presidente Carlos Viana, do colegiado, terá a oportunidade de pautar esse requerimento e a sociedade verá quem está buscando a verdade, e não apenas aqueles que falam uma coisa e agem diretamente contrário aos interesses da população.”
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“Obrigação moral”
Segundo o relator da CPMI, “Lulinha estabeleceu uma relação muito próxima com Careca do INSS. por meio de Roberta Luchsinger, que é muito amiga do Lulinha e da sua esposa”.
“E o pior dessa relação é que ela foi usada para abrir portas do poder em Brasília, um tráfico de influência descarado, principalmente no Ministério da Saúde. E Lulinha tem indicativos fortíssimos de ter recebido dinheiro do Careca do INSS por meio de interpostas pessoas, a exemplo de Roberta Luchsinger“, diz Gaspar.
Segundo o deputado, “a CPMI tem a obrigação moral de ouvir e investigar essas pessoas”, porque “os fatos estão postos e a cadeia que vincula todos eles também está demonstrada”.
A CPMI do INSS retoma os trabalhos em fevereiro, quando termina o recesso parlamentar.
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Comentários (1)
Flavio marega
08.01.2026 15:40Que saia preso da CPMI.