Vice de Haddad defende Marcola, investigado pela PF
Márcio França, vice de Haddad, defendeu Marcola, ex-assessor do presidente Lula (PT), e afirmou que ele é uma pessoa “extremamente idônea”
O candidato a vice-governador de São Paulo na chapa de Fernando Haddad (PT), Márcio França (PSB), saiu em defesa de Marco Aurélio Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete pessoal do presidente Lula (PT), na última quarta-feira, 19.
A declaração ocorreu após uma reunião no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), que reuniu candidatos ao governo paulista para a assinatura de um acordo de cooperação pela democracia.
Ao ser questionado sobre as investigações que também atingem Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, França afirmou conhecer pouco o filho do presidente, mas disse conhecer Marcola e fez elogios ao ex-assessor.
“O Lulinha eu conheço muito pouco, mas o Marcola eu conheço e posso garantir que é uma pessoa extremamente idônea e hiper simples, humilde, seria meio que impossível, nas condições que ele vive, ter qualquer tipo de condição diferente”, afirmou.
Segundo França, a atuação de profissionais que fazem lobby em Brasília é uma realidade com a qual autoridades precisam conviver.
“Diversos profissionais fazem lobby, principalmente em Brasília, temos que conviver com isso. Nosso objetivo é que quanto mais distante você ficar, melhor.”
Marcola é investigado pela Polícia Federal em uma apuração que também envolve Roberta Luchsinger e Lulinha. A PF busca esclarecer a relação entre os três e possíveis conexões com Antônio Carlos Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, investigado no esquema de descontos fraudulentos em benefícios previdenciários.
Uma das linhas de investigação apura se houve articulação para a compra de medicamentos à base de cannabis sem licitação. Em uma conversa localizada pelos investigadores, Luchsinger teria enviado a Marcola um modelo de contrato relacionado a esse tipo de aquisição pelo Ministério da Saúde.
A PF também identificou uma mensagem segundo a qual Luchsinger teria comprado joias de diamante avaliadas em 9,2 mil reais para Ribeiro.
O episódio integra uma das três investigações abertas no Supremo Tribunal Federal (STF) que têm Lulinha entre os alvos. As apurações analisam suspeitas relacionadas a corrupção e tráfico de influência.
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Comentários (1)
CESAR AUGUSTO DIAS MARANHAO
20.08.2026 16:51Parece que o Márcio França não sabe, finge não saber, a diferença entre lobby e tráfico de influencia.