Vídeo mostra Toffoli recebendo dono do BTG no resort Tayayá
Gravação de 2023, divulgada pelo Metrópoles, registra visita de André Esteves ao ministro do STF em área reservada do hotel
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi flagrado recebendo o banqueiro André Esteves, dono do banco BTG Pactual, no resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR), segundo vídeo divulgado pelo site Metrópoles.
A gravação, datada de 25 de janeiro de 2023, mostra Toffoli vestindo camisa azul-escura e de chinelos, aguardando a chegada de convidados em uma área reservada do empreendimento
Em seguida, um helicóptero aterrissa em frente ao local, transportando André Esteves e o empresário Luiz Pastore, proprietário do grupo metalúrgico Ibrame.
Toffoli se dirige primeiro a Pastore, com quem troca um abraço e um beijo no rosto.
Na sequência, o ministro e o banqueiro se cumprimentam com um aperto de mão e um abraço. Depois, ambos aparecem conversando com copos de bebida nas mãos
Resort do Toffoli?
O Tayayá é conhecido como “resort do Toffoli”. Funcionários do local apontam que o ministro é o dono.
A ligação de Toffoli com o resort está no centro das recentes controvérsias relacionadas ao escândalo envolvendo o Banco Master.
As ações do hotel foram adquiridas por um fundo que tinha como investidor Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Master.
Voo da FAB
Em 2019, quando presidia o STF, Toffoli utilizou um voo da Força Aérea Brasileira (FAB) para se deslocar até a região.
No dia 20 de dezembro daquele ano, ele embarcou de Brasília para Ourinhos (SP), onde participou da inauguração do Fórum Eleitoral de Ribeirão Claro (PR), batizado com o nome de seu pai, Luiz Toffoli.
Após a cerimônia, o ministro passou o fim de semana no Tayayá Aquaparque, retornando a Brasília em 22 de dezembro, conforme registros oficiais da FAB. À época, O Antagonista e Crusoé já haviam apontado parentes de Toffoli como sócios do empreendimento, que também chegou a ser investigado no âmbito da Operação Lava Jato.
Visitas frequentes
Como mostramos mais cedo, o ministro do STF passou ao menos 168 dias no Resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR), desde dezembro de 2022. Nessas viagens, as diárias dos seguranças do magistrado custaram 548,9 mil reais os cofres públicos.
O magistrado foi ao resort sete vezes desde que a propriedade foi vendida ao advogado Paulo Humberto Barbosa – sócio de dirigentes da J&F -, em abril do ano passado. Nessas viagens, ficou 58 dias no local.
Os dados das viagens de Toffoli ao resort foram levantados a partir das informações das diárias de segurança pagas pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região, de São Paulo. Normalmente o TRT-2 envia equipes de segurança para escoltar o ministro quando ele está no Tayayá.
Geralmente, o tribunal envia quatro ou cinco agentes para fazer a segurança do magistrado no resort. Quando a permanência dele no local passa de cinco dias, ocorre uma troca na turma de agentes.
Segundo o Metrópoles, o ministro chegou a fechar o resort para uma festa destinada a convidados e familiares. “Na ocasião, o estabelecimento já havia sido vendido por dois irmãos e um primo do ministro a um advogado da J&F, a gigante frigorífica de Joesley e Wesley Batista”, diz o portal.
Como revelou O Antagonista, em setembro de 2021, José Carlos e José Eugênio, irmãos de Toffoli, eram sócios do Tayayá Aqua Resort.
Ainda nesta semana, a imprensa também revelou que um fundo de investimentos que teve a família Toffoli como sócio, o Arleen, transferiu em torno de 33,9 milhões de reais para contas de uma offshore localizada nas Ilhas Virgens.
Leia mais: Toffoli usou voo da FAB para dar ‘esticadinha’ no resort Tayayá em 2019
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Comentários (1)
Emerson
22.01.2026 15:21Isso não tem problema nenhum . O que não pode é a Lava Jato.