“Vou substituir o Flávio como o único candidato de direita”, diz Renan
Presidente do Missão descartou ser um candidato "de terceira via"
O presidente do Missão, Renan Santos (foto), rejeitou o rótulo “de terceira via” e afirmou que substituirá o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como o “único candidato de direita” à Presidência.
Em entrevista ao SBT News, o presidenciável também declarou que se considera superior aos ex-governadores que aparecem como potenciais candidatos ao Palácio do Planalto.
“Eu não sou terceira via. Eu vou substituir o Flávio como o único candidato de direita nessa eleição. E assim eu sou e assim me colocarei no segundo turno. A segunda coisa é que não fico surpreso de estar à frente dos outros governadores, simplesmente porque eu sou um pré-candidato hoje superior a eles. Então, é natural. Não apenas me comunico melhor, eu sou presidente do meu próprio partido e os demais pré-candidatos têm que se submeter a decisões erradas que vem dos partidos deles.”
Provocações
Renan enfrentou uma sabatina na Genial Investimentos na quarta-feira, 10.
Provocou a plateia de executivos do mercado financeiro dizendo que a Faria Lima endossou e continua endossando o bolsonarismo, mesmo depois de medidas do último ano de governo mostrarem que o compromisso de Jair Bolsonaro com a responsabilidade fiscal era “uma farsa”.
Ele também apontou as ligações de Flávio Bolsonaro com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e com personagens como Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, preso sob a suspeita de trabalhar com o Comando Vermelho (CV).
Segundo Renan, “votar no Flávio é voltar em ligado ao CV” – e a elite financeira teria o dever de levar isso em conta. “Não existe meio gângster”, disse ele.
Antipetismo
A terceira parte da tática de comunicação de Renan é lembrar que suas credenciais antipetistas são sólidas, uma vez que o MBL trabalhou bastante pelo impeachment de Dilma Rousseff.
Por fim, ele diz que sua persona eleitoral tem “o cabelo de Milei e a barba de Bukele”.
Além de elogiar o estilo confrontacional dos dois presidentes latino-americanos, ele indica com isso que ajuste econômico e combate ao crime serão os pilares da sua campanha.
“Você não guarda capital político em banco, você gasta”, diz ele. “Eu vou gastar o meu resolvendo a questão fiscal e destruindo o crime organizado logo de largada.”
Promessas
Para atacar o primeiro problema, ele promete medidas como um corte de 50% nas emendas parlamentares, a desindexação de gastos atrelados ao salário mínimo e privatizações (embora não da Petrobras, que considera estratégica).
O candidato disse que seu ministro da economia deve ser fiscalista e ter capacidade de execução política. Como exemplos, citou os nomes do deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP), seu companheiro de partido; do investidor João Landau, da Vista Capital; e do ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles.
Sua receita contra o crime é modificar o ordenamento jurídico e adotar o “direito penal do inimigo”, que flexibiliza os direitos fundamentais de pessoas ligadas ao crime organizado ou ao terrorismo.
A plateia aplaudiu Renan Santos e pareceu receptiva ao seu discurso. Mas ele sabe que precisa ganhar musculatura eleitoral para que os aplausos virem votos.
A sabatina coincidiu com a divulgação de mais uma rodada da pesquisa Genial/Quaest, que traz uma boa notícia para o candidato: ele aparece à frente de nomes como Ronaldo Caiado e Romeu Zema, ambos recém-saídos de mandatos de governador.
A má notícia é que, com 3% de intenção de voto no primeiro turno, ele continua muito longe de Flávio Bolsonaro, que marcou 38% (contra 42% de Lula).
Renan não desdenha dos números. Sabe, por exemplo, que precisa fazer alianças que lhe deem tempo de televisão durante a campanha, se quiser tornar seu nome conhecido nacionalmente.
Mas não é do seu estilo admitir a hipótese de que possa ficar fota do segundo turno. Ele diz que vai superar os outros nomes da direita. Por quê? “Porque sou um líder melhor do que eles.”
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Comentários (2)
Ita
12.06.2026 09:41Sonhar não custa nada... Brasília é complicada... mas o futuro a Deus pertence.
Ultimamente estou na retaguarda aguardando o momento que poderemos definir o próximo presidente. Não votarei nem em Flávio , nem no Lula. Mas será uma surpresa se Renan ganhar. Será uma novidade pois teremos um presidente não viciado no poder como os demais candidatos. Se será bom, teremos que pagar para ver.