Após criticar protecionismo, governo Lula sobe imposto de importação
Brasil aumenta impostos de mais de 1.200 produtos importados, incluindo equipamentos de saúde e hospitalares
O governo federal subiu o imposto de importação sobre mais de 1.200 produtos para frear importações e aliviar as contas externas.
A medida entrou em vigor com alíquotas maiores que chegam a 25% e foi apresentada como forma de melhorar as contas externas e reduzir a saída líquida de dólares do país.
A lista reúne bens de consumo e também itens industriais. Aparecem eletrônicos de alto giro, como smartphones, além de componentes usados pela indústria. Há ainda produtos ligados ao setor de saúde.
A relação oficial inclui equipamentos hospitalares e dispositivos médicos de diagnóstico, o que tende a atingir hospitais privados e clínicas que dependem de importação direta. Parte desses itens tem oferta limitada de produção local, o que pode encarecer exames e cirurgias e levar hospitais e clínicas a pedir reajustes às operadoras de planos de saúde.
Com produtos estrangeiros mais caros, empresas e consumidores tendem a substituir parte da demanda por itens produzidos no país. Ao mesmo tempo, a arrecadação cresce no curto prazo, ainda que o imposto de importação não seja uma das maiores fontes de receita tributária.
O encarecimento de insumos pode atingir cadeias produtivas inteiras. Fabricantes que dependem de peças importadas terão custo maior e podem repassar preços. Isso reduz o impacto anti-inflacionário esperado pelo governo com a valorização recente do real e com a desaceleração do consumo.
Essa medida vai contra o discurso de Lula, que publicamente vinha criticando tarifas de importação protecionistas adotadas pelos EUA e defendendo abertura em negociações com diversos países e blocos regionais, mas agora apela ao mesmo instrumento.
China e Estados Unidos tendem a ser os países mais afetados pela subida do imposto, por concentrarem vendas de eletrônicos, tecnologia e equipamentos médicos ao Brasil. Alemanha e outros países europeus vêm em seguida com máquinas industriais e instrumentos de diagnóstico, enquanto México e Coreia do Sul são atingidos pelo comércio de autopeças e componentes eletrônicos.
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Comentários (1)
Rosa
25.02.2026 12:42Esse é o gov lula, mentindo como sempre