Ásia recua, EUA sobem: o dia dos mercados nesta quinta
Ibovespa fechou em queda de 1,52% na quarta. Nesta quinta, mercado local espera desemprego, Caged e resultado primário do governo
Os mercados internacionais operam nesta quinta-feira (30) sob o efeito combinado de balanços corporativos nos Estados Unidos, uma agenda pesada de indicadores econômicos e a escalada das tensões no Oriente Médio.
Os índices futuros americanos sobem nessa manhã, impulsionados pelo resultado da Microsoft, cuja ação disparou 8,8% após a divisão de nuvem registrar o crescimento mais forte em quatro anos.
O Dow Jones Futuro avança 0,20%, S&P 500 Futuro sobe 0,23% e Nasdaq Futuro ganha 0,63%, enquanto o mercado aguarda os balanços de Amazon e Apple após o fechamento.
Na Europa, o STOXX 600 sobe 0,39%, sustentado pela temporada de resultados. O Banco da Inglaterra manteve os juros em 3,75%, como esperado pelo mercado.
Na Ásia, o Kospi fechou em queda de 1,23%, ampliando perdas ligadas a ações de tecnologia. Xangai cedeu 0,62%, Shenzhen -2,73%, Hang Seng subiu 0,20%, o Taiex -0,26% e o Nikkei subiu 0,71%, indo na contramão da região.
No mercado de commodities, o petróleo sobe depois que os EUA realizaram nova onda de ataques contra o Irã, mirando alvos militares e evitando infraestrutura civil, após Trump prometer retaliar um ataque iraniano contra forças americanas na Jordânia. Pela manhã, o WTI avançava 0,60%, a 84,97 dólares o barril, e o Brent subia 1,33%, a 91,95 dólares.
O minério de ferro fechou em queda de 3,31% em Dalian, na China, cotado a 105,83 dólares a tonelada. O Bitcoin subiu, cotado acima de 64,5 mil dólares.
No Brasil, o Ibovespa fechou a quarta-feira em queda de 1,52%, aos 173.885 pontos, pressionado por ações de bancos, com destaque para o tombo no lucro do Santander Brasil. O dólar recuou a 5,12 reais.
Nesta quinta, o mercado local acompanha a divulgação da taxa de desemprego da PNAD Contínua, com o Itaú projetando recuo para 5,3%, além dos dados do Caged e do resultado primário do governo.
A agenda corporativa traz balanços de Ambev, Mastercard e Usiminas antes da abertura, e de Vale, Apple, Amazon e Multiplan após o pregão. O Bradesco anunciou aumento de capital de até 10 bilhões de reais, enquanto a ADR da Petrobras subia no pré-mercado, beneficiada pela alta do petróleo.
O quadro externo também reflete a decisão do Fed, que manteve os juros inalterados na quarta-feira com a maior dissidência interna em uma década, indicando possibilidade de alta de juros na próxima reunião do FOMC.
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Comentários (1)
Que bom se todos os dias tivermos notícias sobre a abertura do mercado.