Mercado reage a revés tarifário de Trump
Suprema Corte limita tarifas de Trump e mercados caem enquanto empresas revisam investimentos e Europa deve travar acordo comercial
Os contratos futuros das bolsas de Nova York caíram depois que o governo Donald Trump confirmou a intenção de ampliar tarifas de importação poucos dias após a Suprema Corte americana limitar o alcance desse instrumento.
A decisão judicial passou a condicionar toda a estratégia comercial americana e colocou política interna e comércio exterior no mesmo eixo de risco para investidores. Operadores reagiram com venda de ações industriais e busca por títulos do Tesouro.
Assessores presidenciais estudam novas sobretaxas sobre produtos industriais e eletrônicos usando bases legais mais estreitas para contornar o julgamento. O plano tenta manter pressão sobre parceiros comerciais e incentivar produção doméstica, mas empresas alertam para aumento de custos e atrasos logísticos.
Grandes varejistas e montadoras informaram a fornecedores que revisariam pedidos diante da possibilidade de mudança no custo de componentes importados.
A Suprema Corte concluiu que leis comerciais invocadas pelo Executivo não autorizam a aplicação generalizada de tarifas com base em poderes emergenciais. O entendimento cria precedente relevante porque restringe o uso de dispositivos emergenciais empregados por governos anteriores.
A equipe de Trump passou a estudar medidas alternativas enquanto parlamentares discutem um novo marco legal. Empresas de tecnologia e automóveis recalcularam planos de investimento por dependerem de cadeias integradas com México, Canadá e China.
Com isso houve queda dos índices futuros e alta dos rendimentos dos títulos públicos americanos no curto prazo. Analistas passaram a projetar tarifas mais restritas ou setoriais, mantendo pressão sobre cadeias industriais, fretes marítimos e preços de insumos negociados em bolsas de commodities.
A União Europeia indicou que pretende suspender a aprovação de um acordo comercial com Washington até ter clareza sobre o novo regime tarifário.
Parlamentares europeus refletem se as concessões comerciais podem perder valor se os Estados Unidos adotarem sobretaxas de forma unilateral. Governos do bloco passaram a discutir respostas coordenadas na Organização Mundial do Comércio.
No Congresso americano, republicanos ligados à indústria pesada defendem tarifas para proteger produção local, enquanto democratas pedem mecanismos para evitar aumento de preços ao consumidor.
O Federal Reserve acompanha o quadro porque a combinação de inflação potencial e incerteza regulatória interfere na política de juros em ano eleitoral (midterm).
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Comentários (1)
ISABELLE ALÉSSIO
23.02.2026 08:59👀