Mercados sentem o efeito das ameaças de Trump

19.01.2026

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O Antagonista

Mercados sentem o efeito das ameaças de Trump

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José Inácio Pilar
3 minutos de leitura 19.01.2026 08:55 comentários
Análise

Mercados sentem o efeito das ameaças de Trump

Discurso agressivo de Trump sobre tarifas e Groenlândia provoca reação europeia e mexe com a abertura dos mercados

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José Inácio Pilar
3 minutos de leitura 19.01.2026 08:55 comentários 1
Mercados sentem o efeito das ameaças de Trump
Imagem: White House

A relação entre os Estados Unidos e a Europa entrou em uma fase de conflito que já produz efeitos reais nos mercados, além dos campos da diplomacia e no debate político.

O novo movimento partiu, como sempre, do presidente Donald Trump, ao ameaçar impor tarifas adicionais a produtos europeus, gesto que voltou a colocar o comércio internacional no centro da agenda e ampliou a percepção de risco entre investidores.

Os contratos futuros do Dow Jones, um dos principais índices da bolsa americana, reagiram imediatamente, com queda, mostrando a preocupação com o impacto sobre as cadeias de produção e o consumo.

A sinalização de tarifas foi apresentada como resposta a discordâncias políticas e comerciais envolvendo a Groenlândia. Essa retórica agressiva, mesmo antes de se tornar qualquer medida concreta, já mexe expectativas e pressiona ativos financeiros.

Na Europa, governos passaram a discutir opções de resposta a Trump. O bloco avalia desde negociações diretas até mecanismos de defesa comercial já previstos em sua legislação.

O presidente Emmanuel Macron mencionou a possibilidade de acionar um instrumento raro, apelidado de bazuca comercial, que permitiria retaliações que poderiam chegar a quase 100 bilhões de dólares, em caso de medidas consideradas abusivas.

A simples menção a esse recurso aumentou o grau de alerta em Bruxelas e nas capitais europeias.

O episódio da Groenlândia adiciona um componente político delicado. O tema passou a envolver não só a Dinamarca e os Estados Unidos, mas também o Reino Unido, Alemanha, França, os países nórdicos e outros aliados.

O primeiro-ministro britânico Keir Starmer e da Itália, Giorgia Meloni, defenderam o diálogo e a cautela, temendo que as disputas comerciais entre parceiros históricos produzam custos econômicos e políticos difíceis de reverter.

Em Davos, Trump voltou a associar comércio, segurança e influência internacional em um mesmo pacote, discurso que encontra resistência crescente do outro lado do Atlântico.

A Europa hoje se mostra mais disposta a responder de forma coordenada do que em episódios anteriores, ainda que exista um esforço de evitar uma escalada que prejudique suas empresas, empregos e consumidores.

O que fica evidente e com consequências econômicas cada vez mais latentes é que os Estados Unidos sob Trump, estão deixando de ser um parceiro comercial, político e até militar confiável.

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José Inácio Pilar

Âncora do telejornal diário "Meio Dia em Brasília", também roteiriza e apresenta o programa de entretenimento "Café Antagonista" todos os sábados às 10h e às 16h, além de assinar colunas de automobilismo e de entretenimento.

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Comentários (1)

Clayton de Souza Pontes

19.01.2026 10:14

O padrão errático do Trump vai deixar marcas. A indústria bélica agradece


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