“Não é inédito”, diz FIFA sobre suspensão de punição de Balogun
Comitê Disciplinar divulga nova justificativa sobre suspensão de cartão vermelho aplicado ao atacante dos Estados Unidos
O Comitê Disciplinar da FIFA divulgou nesta segunda-feira, 6, um novo esclarecimento sobre a suspensão do cartão vermelho aplicado ao atacante Folarin Balogun, da Seleção dos Estados Unidos, na partida contra a Bósnia.
Segundo o órgão independente, o cartão vermelho não foi revertido. O que ocorreu foi a aplicação do artigo 27 do Código Disciplinar da FIFA, que permite suspender a execução da punição.
“No entanto, o Comitê Disciplinar aplicou o Artigo 27 do Código Disciplinar da FIFA, que lhe dá a discricionariedade de suspender a execução de qualquer medida disciplinar. Assim, a implementação da suspensão de uma partida foi suspensa por um período probatório de um ano. Como resultado, Balogun não precisa cumprir a suspensão imediatamente. A sanção fica “dormindo” durante o ano de probation e só será ativada caso ele cometa outra infração semelhante e de mesma gravidade nesse período”, diz trecho.
A FIFA também afirmou que a utilização do artigo 27 não é inédita e destacou que decisões semelhantes já foram adotadas durante as Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026.
“Não há nenhuma disposição no Código Disciplinar da FIFA nem no Regulamento da Copa do Mundo da FIFA 2026™ que proíba o Comitê Disciplinar de exercer sua discricionariedade prevista no Artigo 27 do Código Disciplinar da FIFA. O exercício dessa discricionariedade está plenamente de acordo com os princípios gerais orientadores para a determinação da sanção disciplinar aplicável, conforme o Artigo 25 do Código Disciplinar da FIFA.”
Cartão vermelho
A suspensão automática por cartão vermelho é praxe há anos no futebol mundial, e pode vir a ser reconsiderada por tribunais esportivos. No caso de Balogun, não foi apenas o cartão vermelho apresentado a ele na partida contra a Bósnia que foi suspenso, mas a própria regra.
“Por força do Artigo 27 do FDC, a aplicação da suspensão automática de uma partida ao jogador norte-americano Folarin Balogun fica suspensa por um período de prova de um (1) ano”, informou a Fifa no domingo, em nota oficial.
Minutos depois do anúncio da decisão, o jornal The New York Times revelou que Trump tinha conversado com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para pedir a reconsideração.
A UEFA publicou uma dura reprimenda a Fifa pela mudança de regra no meio do torneio.
“Expressamos nossa incredulidade diante de uma decisão tão inédita, incompreensível e injustificável”, disse a entidade europeia.
Leia mais: Confusão de Trump com Fifa pode acabar no tapetão?
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Comentários (1)
Edmilson Siqueira
07.07.2026 10:39A Fifa diz que não é inédito, mas não dá nenhum exemplo. E não dá porque é inédito. Nunca na história das Copas uma expulsão foi anulada sem julgamento. A do Garrincha, em 1962, (quando não havia cartão vermelho ainda) ocorreu porque uma testemunha, (o próprio juiz ou um bandeirinha), "desapareceu", despachado que foi pela CBF para um hotel em Copacabana com tudo pago. Sem ele, o julgamento não pôde ser realizado e Garrincha jogou a final.