Com dois cilindros e mais de 40 cv, esta naked entrega uma margem de ultrapassagem que muda bastante a experiência de quem vinha de uma 150
Motor bicilíndrico, seis marchas e mais de 40 cv criam uma reserva de desempenho bem diferente da encontrada em motos urbanas menores.
Subir de uma 150 para uma naked bicilíndrica muda principalmente a quantidade de força disponível quando a velocidade já está alta. A Yamaha MT-03 Connected atual usa motor de 321 cm³, entrega 41,3 cv e tem câmbio de seis marchas, ampliando a reserva para retomadas em cidade e estrada.
Quanto o motor bicilíndrico entrega?
O conjunto de dois cilindros paralelos tem 321 cm³, refrigeração líquida, oito válvulas e injeção eletrônica. A potência máxima é de 41,3 cv a 10.750 rpm, enquanto o torque chega a 3,0 kgfm a 9.000 rpm.
A ficha atual da MT-03 informa ainda relação peso-potência de 4,06 kg/cv. É um motor que aceita rotações altas e entrega desempenho muito diferente daquele encontrado em motocicletas urbanas de 150 cm³.

O salto em relação a uma 150 aparece onde?
Uma Yamaha Factor 150 atual, por exemplo, entrega até 12 cv. A MT-03 passa dos 41 cv, portanto oferece mais de três vezes a potência máxima, embora também seja mais pesada e pertença a outra categoria de desempenho.
A diferença aparece principalmente quando é necessário recuperar velocidade depois de uma redução, entrar em uma via rápida ou vencer uma subida. Em trânsito lento, boa parte dessa reserva simplesmente não precisa ser utilizada.
Os números ajudam a dimensionar a mudança de categoria:
A ultrapassagem realmente fica mais fácil?
A MT-03 oferece mais reserva para ganhar velocidade do que uma 150, sobretudo quando o motor trabalha na faixa adequada. O câmbio de seis marchas permite reduzir relações para aproximar o bicilíndrico da região onde potência e torque são maiores.
Isso não torna qualquer ultrapassagem segura. Distância disponível, velocidade dos veículos, vento, subida, peso transportado e visibilidade continuam determinando se existe margem suficiente para completar a manobra com segurança.
O porte ainda funciona bem no uso cotidiano?
A versão atual pesa cerca de 169 kg, tem banco a 780 mm do solo e distância entre eixos de 1.390 mm. O tanque comporta 14,2 litros, mantendo dimensões relativamente contidas apesar do salto de desempenho diante de uma 150.
A suspensão dianteira é invertida, enquanto a traseira Monocross permite sete regulagens de pré-carga. Os freios utilizam ABS nas duas rodas, com disco de 298 mm na dianteira e 220 mm na traseira.
Três características mostram onde desempenho e praticidade se encontram:
O que a versão Connected acrescenta?
A geração atual recebeu embreagem assistida e deslizante, diminuindo o esforço no manete e ajudando a controlar a roda traseira em reduções bruscas. O banco do garupa também ficou 20 mm mais largo e ganhou espuma de maior densidade.
Há ainda painel digital, tomada USB-A, iluminação full LED e integração com aplicativo para informações de uso e manutenção. A eletrônica acrescenta conveniência, mas a transformação principal para quem sai de uma 150 continua sendo o conjunto mecânico bicilíndrico.
Para quem a MT-03 faz sentido como próximo passo?
Ela tende a atender quem já está acostumado a pilotar e quer mais margem em vias rápidas e viagens sem saltar diretamente para uma motocicleta de 600 ou 700 cm³. A resposta exige adaptação ao acelerador, aos freios e à velocidade que o conjunto consegue ganhar.
A Yamaha Motor Company mantém a MT-03 como porta de entrada para suas nakeds bicilíndricas no Brasil. Com 321 cm³, 41,3 cv e seis marchas, o salto diante de uma 150 é grande justamente onde velocidade e retomada passam a exigir mais reserva.
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