O tubarão que dorme empilhado com os amigos e não ataca humanos
Veja por que ele pode mudar sua visão sobre o medo de tubarões
Entre a curiosidade e o espanto, o encontro com um tubarão-lixa costuma surpreender banhistas e mergulhadores. Diferente da imagem clássica associada a tubarões, essa espécie apresenta comportamento mais tranquilo, costuma ser vista descansando no fundo do mar ou nadando lentamente perto de recifes e, em muitos pontos de mergulho, tornou-se símbolo de interações pacíficas com humanos.
O que é o tubarão-lixa e quais são suas principais características?
O tubarão-lixa, também chamado de tubarão-enfermeiro, destaca-se pela pele áspera, corpo robusto e comportamento geralmente pouco agressivo. A textura da pele lembra uma lixa fina, resultado de dentículos dérmicos que reduzem o atrito com a água e ajudam na proteção do animal.
Em boa parte do dia, o tubarão-lixa permanece em repouso no fundo arenoso ou em cavernas rasas, muitas vezes empilhado com outros indivíduos. Esse hábito de formar “grupos de descanso” reforça a imagem de animal calmo, embora continue sendo um tubarão de grande porte que exige respeito e distância adequada.
Por que o tubarão-lixa parece tão dócil no dia a dia?
O comportamento calmo do tubarão-lixa está ligado à sua dieta e ao padrão de atividade. Ele se alimenta principalmente à noite, caçando peixes menores, crustáceos e moluscos, e passa o dia em ritmo lento, pouco reativo, o que contribui para a fama de “cachorrinho do mar”.
A boca localizada na parte inferior da cabeça e o formato mais arredondado afastam a imagem de predador veloz. Ainda assim, trata-se de um animal com mordida forte e grande força muscular, capaz de reagir de forma defensiva se for provocado, perseguido ou manipulado de forma inadequada por mergulhadores.
Para quem não sabe, esses bichinhos adoráveis são tubarões-lixa, que são basicamente cachorrinhos do mar. Eles são praticamente inofensivos para os humanos e costumam nadar perto deles, adorando receber carinho e afagos. Anjinhos preciosos do mar! pic.twitter.com/wRi340zTcG
— Astronomiaum (@astronomiaum) February 1, 2026
Como o tubarão-lixa se comporta em áreas de turismo?
Em destinos de mergulho recreativo, o tubarão-lixa costuma ser atração frequente por nadar perto do fundo e aproximar-se de recifes, embarcações ou pontos fixos. Em alguns locais, já se habituou à presença de grupos de mergulhadores, exibindo rotinas relativamente previsíveis ao longo do dia.
Entre os comportamentos comuns, destacam-se permanecer deitado em áreas arenosas, nadar lentamente ao redor de rochas e se aproximar de áreas onde há descarte ou oferta controlada de alimento. Especialistas recomendam evitar práticas que alterem demais esse padrão, como alimentação excessiva e toques repetidos, que podem gerar dependência e stress.
O tubarão-lixa é perigoso para humanos?
Registros de incidentes com tubarões-lixa são raros e, em geral, associados a toques insistentes, tentativas de alimentação com a mão ou situações de estresse. Em mergulho responsável, com observação à distância, o risco é considerado baixo, mas não inexistente.
Operadoras de turismo e escolas de mergulho adotam orientações simples para manter encontros seguros e respeitosos com a espécie, reduzindo conflitos e preservando seu comportamento natural:
Não Tocar no Animal
Evite tocar no animal mesmo que ele pareça imóvel ou acostumado à presença humana. A reação pode ser imprevisível.
Não Oferecer Comida
Jamais ofereça alimento diretamente com as mãos ou perto do rosto. Isso aumenta o risco de mordidas e acidentes.
Observar o Comportamento
Mantenha distância segura e fique atento a sinais de incômodo, como movimentos bruscos da cauda, que indicam estresse.
Qual é a importância ecológica do tubarão-lixa para o mar?
Além da curiosidade que desperta, o tubarão-lixa exerce papel relevante no equilíbrio costeiro. Como predador de médio porte, ajuda a controlar populações de peixes e invertebrados, influenciando a dinâmica de recifes e fundos arenosos e contribuindo para a saúde dos ecossistemas.
Apesar de comum em alguns pontos turísticos, a espécie sofre pressões de pesca acidental, perda de habitat e turismo desordenado. Por isso, iniciativas de conservação incluem regulamentar a pesca, criar áreas marinhas protegidas e investir em educação ambiental, garantindo que futuros encontros com o “cachorrinho do mar” continuem pacíficos e sustentáveis.
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