Ameaçado de morte, ex-técnico da Coreia do Sul chega ao país
Mais de cem agentes acompanharam desembarque de Hong Myung-bo em Incheon após ameaças registradas em fórum online
Hong Myung-bo, que comandou a seleção da Coreia do Sul até a eliminação na primeira fase da Copa do Mundo, retornou ao país sob forte esquema policial nesta terça-feira, 30, no Aeroporto Internacional de Incheon.
A medida foi tomada depois que uma ameaça de morte contra o ex-treinador circulou em um fórum de internet, na sequência de protestos e vaias de torcedores que marcaram a saída da equipe asiática do Mundial.
Ameaça motivou reforço policial
Segundo o jornal sul-coreano The Korea Herald, a mensagem publicada no fórum afirmava: “Irei ao Aeroporto de Incheon no dia em que Hong retornar e o matarei”. O texto foi tratado pelas autoridades como um risco concreto, o que levou à mobilização de mais de cem agentes para o desembarque do ex-comandante.
A pressão popular havia se intensificado nos dias anteriores, e Hong apresentou pedido de demissão no domingo, 28, ainda no centro de treinamento da equipe em Zapopan, no México, onde a delegação estava concentrada durante o torneio.
Campanha terminou com derrotas seguidas
A Coreia do Sul venceu a estreia no Mundial contra a República Tcheca por 2 a 1, mas em seguida perdeu para México e África do Sul, ambas por 1 a 0. Os três pontos somados não foram suficientes para classificar a seleção à fase eliminatória.
Hong e mais oito atletas do elenco — entre eles Kim Min-jae, do Bayern de Munique, Hwang Hee-chan, do Wolverhampton, e Lee Kang-in, do Paris Saint-Germain — desembarcaram na manhã desta terça-feira, conforme informou a Associação Coreana de Futebol (KFA). Son Heung-min, do Los Angeles FC, e o restante do grupo devem chegar ao país na quarta-feira, 1º, em voos separados.
Presidente classificou treinador como incompetente
A crise em torno do técnico ganhou novo capítulo quando o presidente Lee Jae-Myung criticou publicamente a condução da equipe após a eliminação.
Em mensagem nas redes, o chefe de Estado escreveu: “Eu sinto não apenas confusão, mas também perplexidade com esse resultado inesperado […] Se se seleciona uma pessoa incompetente como comandante, o resultado é óbvio”.
A declaração presidencial ocorreu em meio a um contexto já desgastado para o treinador. Em abril deste ano, a Justiça de Seul havia determinado que a contratação de Hong seguira procedimentos irregulares, processo que segue sob investigação.
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