Fifa emenda explicação sobre polêmica anulação de gol da Croácia
Entidade acrescentou um elemento para endossar a decisão do árbitro sobre a anulação que decretou a eliminação dos croatas
A Fifa emendou em seu perfil de comunicação no X a explicação sobre o polêmico gol anulado da Croácia contra Portugal na fase de 16 avos de final da Copa do Mundo. A anulação decretou a eliminação dos croatas do torneio, pela derrota de 2 a 1 para os portugueses.
A entidade já tinha publicado uma explicação sobre o sistema de sensores da bola Trionda, que identificou um toque imperceptível ao olho na cabeça do croata Igor Matanović (à esquerda na foto). O sistema registra o toque por meio de um gráfico similar ao de batimento cardíaco.
Após triscar em Matanović — o jogador disse ter sentido um toque em seu cabelo —, a bola bate em um jogador mexicano antes de chegar a um jogador croata em posição irregular. E os torcedores insatisfeitos com a marcação argumentavam que esse toque no mexicano não teria sido registrado.
“Imagens adicionais com o gráfico de ‘batimento cardíaco’ mostram toques tanto de Igor Matanović (camisa 20 da Croácia) quanto de Renato Veiga (camisa 13 de Portugal) na jogada que antecedeu o gol anulado da Croácia”, disse a Fifa em uma postagem complementar à primeira, expondo o gráfico, que indica a diferença de intensidade entre cada um dos toques.
Cabelo
Quem se incomodou com a marcação tem chamado a atenção para uma explicação específica da Fifa sobre o sistema de impedimento semiautomático, que diz o seguinte:
“O cabelo só é considerado parte do corpo se afetar o movimento ou a trajetória da bola. Isso só é provável em casos de contato significativo com uma grande quantidade de cabelo, como um coque no topo da cabeça.”
Isso indica uma forma diferente de tratamento do cabelo como zona de contato no corpo do jogador.
No caso de Matanović, a trajetória da bola não foi afetada e, portanto, não teria havido vantagem indevida para Josko Gvardiol marcar o gol de empate.
Tecnologia
Essa é mais uma das várias controvérsias causadas pelo aumento da precisão na tecnologia utilizada pela arbitragem na Copa do Mundo disputada em Estados Unidos, Canadá e México.
Em mais de uma partida, a tecnologia do impedimento semiautomático levou à anulação de gols por impedimentos de poucos centímetros, que não chegaram a configurar vantagem para o atacante.
Um americano-iraniano chamado Lotfollah Kaveh Afrasiabi chegou a processar a Fifa na Corte Federal de Boston em 1 bilhão de dólares em nome da população iraniana.
Além das limitações logísticas que a Seleção iraniana teve de enfrentar, por conta da guerra de seu país com os Estados Unidos, foi usada como justificativa para o pedido de indenização a anulação do gol de Shojae Khalilzadeh por um impedimento de centímetros, da ponta do pé do jogador.
A anulação do gol também determinou a eliminação da Seleção iraniana, que acabou perdendo a partida para o Egito por 2 a 1, ainda na fase de grupos do torneio.
Assine Crusoé e leia mais: A sombra da linha de impedimento
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)