Justiça autoriza Tifanny a atuar na Supercopa e na Superliga
Juiz fixa multa de R$ 5.000 por jogo à CBV em caso de descumprimento; entidade ainda pode recorrer
A Justiça do Rio de Janeiro determinou que a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) libere a oposta Tifanny Abreu, do Osasco, para jogar a Supercopa e as partidas da Superliga. A liminar saiu nesta sexta-feira, 16, dia em que o time enfrenta o Praia Clube, e pode ser contestada pela entidade.
O juiz Antonio Luiz da Fonseca Lucchese, da 44ª Vara Cível da capital fluminense, estabeleceu cumprimento imediato da ordem: “A medida deverá ser cumprida imediatamente, de modo a viabilizar a participação da autora na partida desta data, sob pena de multa de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) por partida em que a autora for impedida de atuar em razão do descumprimento”.
A CBV pode recorrer ou aceitar o resultado sem questioná-lo na Justiça. O Osasco estreia na Superliga em 19 de outubro, contra o Brasília Vôlei/BRB.
Origem da disputa
O impedimento decorre da política de elegibilidade que a CBV anunciou em 14 de agosto, em linha com diretrizes do Comitê Olímpico Internacional (COI).
A norma adota a triagem do gene SRY como requisito para a categoria feminina, com exceções previstas no regulamento. A regra vale para a Superliga, a Supercopa de 2026 e a Copa Brasil de 2027.
A confederação liberou as inscrições das demais jogadoras do Osasco, mas deixou a de Tifanny pendente. O prazo para registrar atletas terminou na quinta-feira, 15.
A primeira ação judicial, um mandado de garantia, buscava assegurar que a jogadora pudesse competir até o julgamento definitivo do caso pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Atleta e clube também apresentaram recurso ao Tribunal Pleno do STJD, além do pedido de liminar na Justiça comum.
No início de outubro, Tifanny compareceu ao lançamento da Superliga, na COB Expo, feira de esportes olímpicos organizada pelo Comitê Olímpico do Brasil. Ela não era esperada no evento. “Estou esgotada, exausta e profundamente humilhada”, disse a jogadora, que defende o Osasco há seis temporadas.
Na ocasião, Tifanny questionou a condução da mudança nas regras com a temporada em andamento e manifestou preocupação com a possibilidade de ficar fora da competição.
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