Paulistas lideram o top 3 de clubes com mais jogadores lesionados no futebol brasileiro
O tema das lesões no futebol brasileiro ganhou nova dimensão com o avanço dos levantamentos estatísticos na última década.
O tema das lesões no futebol brasileiro ganhou nova dimensão com o avanço dos levantamentos estatísticos na última década, permitindo entender melhor como os problemas físicos afetam rendimento, carreira dos atletas e decisões de treinadores em um cenário de alta exigência física e calendários cheios entre 2016 e 2025.
Quais clubes mais sofreram com lesões e como isso impactou o desempenho?
Entre os clubes da Série A, o São Paulo lidera em entradas no departamento médico no período 2016-2025, com 483 lesões, média de quase 48 por ano.
Grêmio (457), Corinthians (431), Botafogo e Internacional também figuram entre os mais afetados em números absolutos, todos acima de 400 ocorrências.
Esse volume de desfalques gera rodízios forçados, oscilações de desempenho e pressão sobre preparadores físicos, fisiologistas e treinadores, muitas vezes resultando em mudanças de metodologia e reformulações em setores de saúde e performance ao longo da temporada.
Como a média de lesões por temporada altera o cenário dos clubes?
Ao considerar a média de lesões por temporada, o Coritiba passa a liderar, com 48,6 baixas anuais em cinco participações na Série A no período analisado.
São Paulo, Internacional, Grêmio e Vitória também aparecem entre os primeiros quando o critério é a proporção de lesões por ano.
Clubes como Palmeiras, Flamengo e Cruzeiro caem de posição nesse recorte, pois, apesar da presença constante na elite, mantiveram menor volume proporcional de contusões, evidenciando contextos de gestão física mais controlada em meio a calendários intensos.a
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HISTÓRICO QUE PREOCUPA! 🚑 Não é de hoje que a DM do São Paulo precisa ser discutida. O tricolor é o clube que teve mais casos de jogadores lesionados desde 2016!
— Rádio Craque Neto (@radiocraqueneto) December 26, 2025
📷 @josemanoelidalgo
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Quais clubes e jogadores lidaram com lesões mais longas e recorrentes?
O Vasco apresenta a maior média de dias em recuperação por caso, perto de 50 dias, indicando contusões mais graves.
Casos como o zagueiro Breno, com mais de mil dias afastado, e situações em Bragantino e Cruzeiro, com atletas como Dedé e Henrique, ilustram o impacto dessas lesões prolongadas.
Entre os jogadores, o meia Ruan Oliveira acumula quase 1.400 dias em tratamento entre 2020 e 2024, enquanto o volante Maicon lidera em número de entradas no DM, com 26 registros.
Nomes como Marinho, Pablo, Mayke e Rodrigo Caio também aparecem com mais de 20 ocorrências no período.
Vasco lidera casos de lesões graves nos últimos 10 anos.
— News Almirante (@NewsAlmirantee) December 26, 2025
Em média, um atleta demora 49 dias para se recuperar.
Paralelo a isso, o clube tem figurado entre os que menos têm atletas lesionados nos últimos anos.
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Quais regiões do corpo são mais afetadas pelas lesões no futebol brasileiro?
O “mapa das lesões” mostra que a coxa é a região mais atingida entre 2016 e 2025, com mais de 3.500 problemas musculares ligados a sprints, arrancadas e mudanças bruscas de direção.
Em seguida vêm as lesões de joelho, associadas a traumas, torções e ligamentos, além de tornozelo e panturrilha.
- Coxa: principal foco de lesões musculares em alta intensidade.
- Joelho: forte incidência de traumas e lesões ligamentares.
- Tornozelo e panturrilha: comuns em mudanças de direção e saltos.
- Casos sem local detalhado: cerca de 5% das ocorrências.
O que os dados de lesões indicam para o futuro do futebol brasileiro?
Os dados de 2016 a 2025 apontam um esporte cada vez mais exigente fisicamente, no qual gestão de elenco e saúde do atleta são centrais para o planejamento.
Clubes com altos índices de contusões buscaram reestruturações internas, enquanto outros se destacaram por controlar melhor o desgaste mantendo competitividade.
A tendência é o uso crescente de bancos de dados para monitorar riscos individuais, orientar treinamentos, discutir calendários e ajustar formatos de competição, tornando a prevenção e o tratamento de lesões fatores decisivos para o sucesso esportivo no longo prazo.
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