“A pátria está em boas mãos, pai”, diz filho de Maduro
'Nicolasito' chora ao falar de Nicolás Maduro e de Cilia Flores durante discurso na Assembleia Nacional
Nicolás Maduro Guerra (foto), deputado e filho do ditador venezuelano Nicolás Maduro, chorou nesta segunda-feira, 5, ao comentar sobre o pai e a ex-primeira-dama Cilia Flores, capturados pelos Estados Unidos no último sábado, 3.
‘Nicolasito’, como é conhecido, voltou a aparecer após tempo escondido e prometeu que a dupla acusada de narcoterrorismo retornará à Venezuela
“A pátria está em boas mãos, ‘papá’ [pai, em espanhol] e logo vamos nos abraçar aqui em Venezuela. E você verá os meninos, Cilia. Nós vamos nos ver, Cilia. Nós vamos nos ver.”
“Deus tem o destino de Venezuela em suas mãos. Que mais cedo ou mais tarde eles estarão conosco. E que graças a mobilização do nosso povo, dentro ou fora do país, eles voltarão. Nossos olhos verão. Seremos testemunhas desse momento histórico. Não tenham dúvidas de que isso vai acontecer.”
Maduro Guerra pediu para que “deixem” a Venezuela “em paz”.
“Hoje vim falar de coração sobre o desejo mais profundo da Venezuela: continuar no caminho da paz. A convivência pacífica para garantir o nosso desenvolvimento, sem ameaças externas e com relações internacionais equilibradas e respeitosas. Não pedimos nada complexo. Pedimos que nos deixem em paz para que se desenvolvam em paz nossas instituições republicanas, soberanas, livres e independentes. Para que nossa economia cresça e que o nosso povo possa viver feliz. Merceemos a paz.”
Indiciado nos EUA
Nicolás Ernesto Maduro Guerra, de 35 anos, integra o parlamento venezuelano.
Seu nome aparece ao lado do pai, Nicolás Maduro, e da ex-primeira-dama Cilia Flores no indiciamento apresentado no Tribunal Distrital do Sul de Nova York.
No documento, ele é classificado como um “político venezuelano corrupto”.
“Esse tráfico de drogas em escala massiva também concentrou poder e riqueza nas mãos da família de MADURO MOROS, incluindo sua esposa, a suposta Primeira-Dama da Venezuela CILIA ADELA FLORES DE MADURO, a ré, e o filho de MADURO MOROS, membro da Assembleia Nacional da Venezuela NICOLÁS ERNESTO MADURO GUERRA, a/k/a “Nicolasito,” a/k/a “The Prince,” o réu”, diz trecho.
Nicolasito ingressou na política após Nicolás Maduro assumir a presidência da Venezuela, em 2013.
Naquele ano, o ditador o nomeou chefe do Corpo de Inspetores Especiais da Presidência.
Em 2017, Maduro Guerra passou a integrar a Assembleia Nacional Constituinte.
Tráfico de drogas
De acordo com o indicamento, Nicolasito recebia “tratamento VIP na Ilha Margarita” e esteve presente em um dia em que “aviões da PDVSA eram carregados com pacotes que se acreditava conter drogas”.
O governo americano acusa o filho de Maduro de atuar no envio de cocaína da Venezuela para Miami.
Ele seria responsável por organizar a logística do uso de contêineres para o contrabando.
“Por volta de 2020, Maduro Guerra participou de uma reunião em Medellín, Colômbia, com representantes da FARC para discutir o tráfico de grandes quantidades de cocaína e armas até 2026”, diz trecho do documento oficial.
As acusações e os indiciamentos acusam o regime chavista de financiar suas atividades por meio do tráfico de drogas e armas.
O ditador Nicolás Maduro foi designado como chefe do Cartel de Los Soles.
Leia mais: Filho de Maduro cita “traições” dentro do chavismo
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Comentários (1)
Muitas famílias devem chorar ainda na Venezuela sem seus filhos em casa, desaparecidos, vivos ou mortos...