Crusoé: Jornal americano aponta PCC como “potência global de cocaína”
The Wall Street Journal destaca expansão internacional, infiltração em setores da sociedade e discussão sobre "terrorismo"
O jornal americano The Wall Street publicou uma reportagem que retrata o Primeiro Comando da Capital (PCC) como uma “potência global de cocaína”.
“De tráfico de armas em Boston a ataques piratas na Amazônia, o PCC representa um dos maiores riscos aos esforços internacionais para conter o crime organizado”, diz trecho da matéria.
Segundo o jornal, a facção se tornou uma das maiores organizações criminosas do mundo, sendo comparada à máfia italiana.
“(…) reformulando os fluxos globais de cocaína da América do Sul para os portos mais movimentados da Europa e avançando em direção aos Estados Unidos”.
Presença nos EUA
O governo americano identificou pessoas ligadas ao PCC em estados como Nova York, Flórida, Nova Jersey, Connecticut e Tennessee.
Como mostramos na reportagem De faccionados para terroristas, também há registros de atuação do Comando Vermelho (CV) em solo americano.
A reportagem destaca ainda discussões dentro do governo de Donald Trump sobre a possibilidade de classificar o PCC como Organização Terrorista Estrangeira.
O governo Lula é contra a medida.
Nível organizacional
Segundo o jornal, o PCC se destaca pelo “nível máximo de organização”.
“Os membros do PCC mantêm um perfil discreto e empresarial, buscando fortuna, não fama. […] Novos integrantes aderem a um rígido código interno de conduta, e seus rituais de ingresso às vezes são realizados por videoconferência”, afirma.
A publicação também menciona a infiltração do grupo em regiões remotas do país, incluindo a Amazônia.
“Muitos evangélicos no país aderem à chamada teologia da prosperidade — a crença de que a riqueza é sinal de favor divino —, o que ajuda a facção a avançar em comunidades pobres”, diz o jornal.
Em 2023, o PCC foi acusado de criar ao menos sete igrejas no Rio Grande do Norte para lavar dinheiro do tráfico.
A facção também diversificou suas atividades, atuando em setores como postos de gasolina, fundos imobiliários, motéis, concessionárias e empresas de construção.
Logística
Segundo Leonardo Coutinho, diretor do Center for a Secure Free Society (SFS), o PCC mantém conexões com organizações já classificadas como terroristas pelo Departamento de Estado americano, entre elas o grupo libanês Hezbollah.
“O PCC está metido na logística das drogas enviadas pelos portos do Brasil. Na África e no Oriente Médio, o Hezbollah assume a droga, ocultando sua origem. É o que se chama de convergência do crime”, afirma Coutinho, autor do livro Hugo Chávez, o espectro.
Além disso, parte dos…
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Comentários (1)
Marian
21.04.2026 19:47O número gigantesco de toneladas apreendidas falam por si.