“Cuba também vai cair”, diz Trump
Presidente americano liga bloqueio de petróleo à disposição de Havana para tratar com Washington; ilha enfrenta apagões e desabastecimento
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira, 5, que o regime cubano está próximo do fim, e indicou que seu governo pretende negociar com a ilha após o encerramento do conflito militar no Irã. As declarações foram feitas durante evento na Casa Branca.
“Queremos terminar isso primeiro”, disse Trump, em referência à guerra contra o Irã. Em seguida, acrescentou que “será apenas uma questão de tempo” até que os exilados voltem para Cuba.
Horas antes, ao portal Politico, ele havia declarado que “Cuba também vai cair”, e que o país “deseja muito fechar um acordo” com os EUA, atribuindo essa disposição ao estrangulamento econômico promovido por sua administração: “Cortamos todo o petróleo, todo o dinheiro, ou cortamos tudo o que vinha da Venezuela, que era a única fonte”.
Petróleo como instrumento de pressão
O bloqueio de combustível imposto pela administração Trump aprofundou a crise econômica cubana. Nenhum petroleiro atracou na ilha desde 9 de janeiro, data a partir da qual Washington passou a ameaçar tarifas contra países que fornecessem petróleo a Havana.
O México e a Venezuela, até então os principais fornecedores da ilha, interromperam as remessas sob pressão norte-americana. No caso venezuelano, o abastecimento já havia sido interrompido após a captura do ditador Nicolás Maduro, em uma operação militar americana realizada em janeiro.
Cuba produz hoje menos da metade do petróleo de que necessita para funcionar. O resultado é visível no cotidiano: apagões prolongados atingiram regiões que vão de Pinar del Río, a oeste, a Las Tunas, a leste, passando por Havana, na quarta-feira. O governo proibiu a venda de diesel e racionou a gasolina.
Crise no cotidiano cubano
Com o fim do fornecimento de energia, serviços básicos entraram em colapso. O transporte público opera de forma irregular, o lixo se acumula nas ruas e o atendimento de saúde foi reduzido. A escassez de medicamentos, já presente antes do agravamento do bloqueio, piorou.
O governo americano justifica a política de pressão econômica afirmando que Cuba, com cerca de 10 milhões de habitantes e localizada a aproximadamente 150 quilômetros da Flórida, representa uma “ameaça excepcional” à segurança dos Estados Unidos, argumento que Washington apoia nas relações de Havana com Rússia, China e Irã.
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Comentários (1)
Independente de qualquer resultado para a geopolítica mundial, tenho certeza que o povo vai aplaudir quando ficar livre da ditadura disfarçada de socialismo. Atualmente já passam fome, já não tem frequência de luz, Wi-Fi, internet, remédios etc. sofrer já sofrem faz tempo, pois que sejam os últimos dias para a liberdade definitiva.